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A Polícia Federal usou sete máquinas para contar os R$ 51 milhões apreendidos no “bunker” do ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). A conferência da dinheirama atribuída a ele levou 14 horas — atravessou praticamente toda a terça-feira (5/9) e invadiu o início da madrugada desta quarta (6).

Foram apreendidos R$ 51 milhões — R$ 42,6 milhões e US$ 2,6 milhões (R$ 8,3 milhões). O dinheiro será depositado em conta judicial. É a maior apreensão de dinheiro vivo no país.

A fortuna foi apreendida pela Polícia Federal na terça (5), na Operação Tesouro Perdido, nova fase da Cui Bono?. A ação fez buscas em um imóvel localizado em Salvador e foi autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília. A Tesouro Perdido mirou no local apontado como bunker do ex-ministro. O apartamento seria usado para armazenar dinheiro em espécie.

Ao autorizar a operação, o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira afirmou que Geddel “estava fazendo uso velado do aludido apartamento, que não lhe pertence, mas a terceiros, para guardar objetos/documentos (fumus boni iuris), o que, em face das circunstâncias que envolvem os fatos investigados (vultosos valores, delitos de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e participação de agentes públicos influentes e poderosos), precisa ser apurado com urgência”.

Geddel está em prisão domiciliar sem tornozeleira eletrônica, que estão em falta na Bahia. O ex-ministro foi preso em 3 de julho e mandado para casa nove dias depois. A investigação é conduzida pelo delegado Marlon Oliveira Cajado que, nas últimas semanas, ouviu, entre outras pessoas, o corretor Lúcio Bolonha Funaro.

Um outro depoimento de Funaro — que é apontado como operador financeiro do PMDB — já havia resultado na prisão de Geddel. Isso porque o ex-ministro teria pressionado o corretor para não firmar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), o que ocorreu na semana passada.

 

 

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