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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (6/6) a Operação denominada Grapixo. A intenção é desarticular um grupo criminoso dedicado a deterioração de bens públicos e privados protegidos por lei e ato administrativo. Os principais alvos são pichadores que danificaram inúmeras edificações e monumentos urbanos na cidade de Olinda, em Pernambuco, especialmente no Sítio Histórico.

Seis equipes cumpriram seis mandados de busca e apreensão no município pernambucano com o objetivo de arrecadar e apreender material comprobatório para subsidiar as investigações que estão em andamento. Em seguida, os investigados serão interrogados e indiciados em virtude de destruir, inutilizar ou deteriorar bens. Os delitos são previstos nos artigos 62 da Lei 9.605/1998 e artigo 288 do Código Penal. Caso sejam condenados, poderão pegar penas que variam de três meses a três anos de reclusão.

As investigações da Polícia Federal tiveram início em fevereiro deste ano e marcam o início de um ciclo de restauração de danos ambientais, patrimoniais, urbanísticos e culturais causados à região Metropolitana do Recife e de conscientização de parte expressiva da juventude pernambucana.

Boa parte das pichações são assinaturas estilizadas, conhecidas como “tags”, marcas pessoais criadas para serem registradas em diversos lugares, muitos de difícil acesso e até mesmo perigosos, como espécies de troféus a serem exibidos no meio dos vândalos.

Durante a apuração, observou-se que a atividade é geralmente praticada durante as madrugadas, por grupos compostos, em sua maioria, por jovens do sexo masculino, que disputam o reconhecimento e respeito entre seus pares. Os pichadores costumam se reunir periodicamente em determinados pontos das cidades para troca de assinaturas e planejamento de novas ações em busca da conquista de “novos territórios”.

Monumentos protegidos
No caso do Sítio Histórico de Olinda e entorno, a situação não se mostra diferente. Residências, estabelecimentos comerciais, prédios públicos, muros, praças, pontes, monumentos e até mesmo igrejas não são poupados pelos grupos criminosos, que insistem em sujar e avariar o patrimônio alheio, inclusive a própria história e cultura locais.

Em 1968, o Sítio Histórico de Olinda foi tombado como conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e, desde então, vem acumulando normativas de proteção federal (Com informações da Polícia Federal).

 

 

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