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Pelo menos 250 agentes da Polícia Federal estão nas ruas nesta terça-feira (7/11) para cumprir mandados de prisão, condução coercitiva, busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e Minas Gerais. Estão sendo investigados desvios de R$ 200 milhões nas prefeituras de Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália e Eunápolis, todas no litoral sul baiano.

As investigações apontam que, com o auxílio de familiares, a prefeita Claudia Oliveira (PSD), de Porto Seguro, e os prefeitos José Robério Batista de Oliveira (PSD), de Eunápolis, e Agnelo Santos (PSD), de Santa Cruz Cabrália, teriam fraudado contratos de licitação. Claudia Oliveira e José Robério são, inclusive, casados.

Chamado de “ciranda da propina”, o esquema ocorria por meio de falsas licitações em que parentes dos políticos participavam dos certames para simular a concorrência por contratos. Em muitas situações, os serviços não foram sequer realizados.

As investigações apontam que as prefeituras envolvidas contratavam empresas relacionadas ao grupo familiar para fraudar licitações, simulando a competição entre elas. Após a contratação, parte do dinheiro repassado pelas prefeituras era desviado, utilizando-se de “contas de passagem” em nome de terceiros para dificultar a identificação do destinatário final dos valores arrecadados, que, em regra, retornavam para membros da organização criminosa, inclusive via repasses a empresa de um dos prefeitos investigados.

Em um dos casos investigados, foi observado que uma das empresas do esquema tinha como sócio um ex-funcionário de outra firma que participava do grupo criminoso, que teria investido R$ 500 mil  na integralização do capital. Os policiais federais descobriram, no entanto, que a renda mensal do ex-funcionário era de apenas R$ 800 à época.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais. Os mandados (21 de prisão temporária, 18 de condução coercitiva e 42 de busca e apreensão) foram expedidos pela Justiça Federal de Brasília.

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