PF desarticula grupo que fraudava INSS. Prejuízo chega a R$ 60 milhões
A quadrilha usava dublês, ou seja, pessoas que se passavam pelos requerentes durante a perícia médica
atualizado
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Uma organização criminosa chefiada por uma auxiliar de enfermagem foi desarticulada pela Polícia Federal nesta terça-feira (24/4) em São Paulo. O grupo, segundo as investigações, praticava fraudes contra o INSS, em especial, nos benefícios de auxílio-doença.
A operação batizada de Pseuda conta com a participação da Inteligência Previdenciária, da Advocacia-Geral da União, do Ministério Público Federal e do INSS. São cumpridos 12 mandados de prisão – sete temporárias, cinco preventivas – e 16 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio patrimonial no montante de R$ 25 milhões de integrantes do esquema criminoso.
De acordo com a PF, as investigações tiveram início em novembro de 2017 e, até o momento, apurou-se um prejuízo de mais de R$ 6 milhões apenas nos auxílios-doença. Como há indícios de que o grupo agia há mais de 10 anos, estima-se rombo superior a R$ 60 milhões.As investigações apontam que as fraudes consistiam em requerer auxílios-doença para pessoas, algumas sequer figuravam como segurados do INSS, com o uso de documentos falsos e diversos artifícios.
O grupo criminoso usava dublês, ou seja, pessoas se passavam pelo requerente durante a perícia médica, ocasião em que fingiam doenças mentais, tinham membros engessados, bem como apresentavam falsos relatórios médicos.
O grupo também confeccionava carta de concessão de aposentadoria fraudulenta, que, quando entregue ao “cliente”, permitia sacar, irregularmente, os valores depositados em seu FGTS. Parcelas dessa quantia eram repassadas à organização criminosa como pagamento pela falsa aposentadoria.
O nome Pseudea refere-se à divindade grega que personalizava mentira e falsidades.
