*
 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (8/11) a Operação Armistício, que tem como objetivo investigar suposto recebimento de propina paga pela Odebrecht ao senador Romero Jucá (MDB).

A vantagem indevida foi obtida, segundo a PF, após edição de uma resolução que restringia a chamada guerra fiscal nos portos brasileiros. A alteração foi feita em 2012. Nesta ação, a polícia também apura se outras pessoas teriam se beneficiado com a aprovação da resolução.

Os pagamentos indevidos somam R$ 4 milhões. A empreiteira tinha interesse na edição do ato. As medidas foram deferidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. São cumpridos nove mandados de busca e apreensão, sendo sete na capital paulista, um em Santos (SP) e outro em Campo Limpo Paulista (SP).

Em nota, a defesa do senador Romero Jucá enfatizou que o emedebista não foi alvo da operação. Jucá, ainda conforme seu advogado, prestou todos os esclarecimentos envolvendo o caso. “A defesa quer deixar claro que não foi o senador o responsável pela condução das discussões para a aprovação do projeto, até porque quando da aprovação já não era líder do governo”, disse. “Outros senadores é que levaram à frente as tratativas com os setores representativos à época da aprovação, sem que este fato represente qualquer irregularidade”, completou.