Para governo, ranking de morte de ambientalistas é duvidoso
Para Planalto, eventuais crimes são localizados e não se pode generalizar acusações a todos agricultores brasileiros, sem fundamento
atualizado
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O Palácio do Planalto divulgou nota na qual desqualifica a pesquisa da ONG Global Witness. Segundo o relatório, o Brasil é o líder do ranking mundial de mortes de ambientalistas. Para o governo, o estudo tem “dados equivocados, inflados, frágeis e metodologia duvidosa”.
A entidade aponta o Brasil como o país com mais assassinatos de ambientalistas no mundo: 57 no ano passado. O Planalto aponta, como exemplo de inconsistência, uma morte atribuída por investigação policial ao tráfico de drogas que seria transformada em resultado de conflito agrário na pesquisa da ONG.
A nota foi emitida pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República. De acordo com o argumento do governo, o uso de dados supostamente equivocados “tira qualquer resquício de credibilidade que tal documento poderia ter e mostra que a ONG distorce os fatos”.
O Palácio do Planalto aproveitou a nota para defender o agronegócio. “Eventuais crimes são localizados e não se pode generalizar acusações a todos agricultores brasileiros, sem fundamento”. Além disso, a nota lembra que o presidente Michel Temer “aumentou área de preservação, criou a maior reserva marinha do mundo e trabalha em respeito ao meio ambiente”.
