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Oposição não quer deixar embaixada antes dos apoiadores de Guaidó

Parlamentares da oposição que ocupam a embaixada da Venezuela após a invasão desta quarta-feira (13/11/2019) afirmam que não deixarão o local até que o governo federal oriente formalmente os policiais pela retirada dos apoiadores do presidente autoproclamado do país, Juan Guaidó, do local.

Segundo o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), o integrante do Itamaraty que está no local alega que não houve posicionamento formal por parte do Ministério das Relações Exteriores sobre retirar os ocupantes da embaixada.

“Tem uma manifestação pública do [presidente da República, Jair] Bolsonaro, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e solicitamos ao representante do Itamaraty [que está na embaixada] que seguisse esse posicionamento público. Nos informou que seguiria os canais oficiais do Itamaraty não alteraria esta posição”, explicou.

O deputado Glauber Braga (PSol-RJ) disse que “só há uma hipótese” para que o grupo deixe a embaixada: “A saída dos invasores e se for uma orientação de Freddy Meregotti [encarregado de negócios da embaixada]. É ele quem nos orienta (…) A América Latina não vai ficar de joelhos nem para [Donald] Trump, nem para Juan Guaidó nem para nenhum deles”.

O presidente Jair Bolsonaro (ainda do PSL) disse em postagem no Facebook que repudia a invasão da embaixada da Venezuela no Brasil. No Twitter, Bolsonaro postou inicialmente um texto mais contundente dizendo “Repudiamos a invasão da Embaixada da Venezuela por pessoas estranhas à mesma”.

Cerca de meia hora depois, a postagem foi apagada e substituída por uma com tom mais moderado. “Diante dos eventos ocorridos na Embaixada da Venezuela, repudiamos a interferência de atores externos. Estamos tomando as medidas necessárias para resguardar a ordem pública e evitar atos de violência, em conformidade com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas”.

Os confrontos ocorridos mais cedo entre apoiadores de Guaidó e defensores de Maduro deixaram o clima tenso no local. Além da Polícia Militar, que faz a segurança do perímetro, a cavalaria e a tropa de choque da PM chegaram por volta das 15h50. Uma ambulância entrou na embaixada, ficou por alguns minutos, e deixou a casa. No entanto, policiais não confirmaram se ocorreu atendimento a alguma pessoa que ocupa a embaixada.

O que aconteceu até agora
O grupo de apoiadores que reconhece Juan Guaidó como presidente interino do país sul-americano entrou no local, na 803 Sul, de madrugada, no momento em que pessoas ainda dormiam.

A PM foi acionada e, quando chegou à embaixada, cerca de 30 pessoas já estavam do lado de fora em apoio ao corpo diplomático. Houve troca de agressão entre os manifestantes. Eles derrubaram o portão e parte conseguiu entrar. A PM usou spray de pimenta para conter os ânimos.

Por volta do meio dia desta quarta o número de manifestantes já chegava perto de 100.

“Estamos aqui para dar proteção ao corpo diplomático. É uma vergonha. Isso nunca aconteceu no Brasil. Um horror. Estão desobedecendo a ordem do chefe da diplomacia aqui”, disse a advogada Graça Pacheco, que se diz solidária ao corpo diplomático fiel a Maduro.

“Não sabemos como eles [grupo pró-Guaidó] entraram aqui pela porta de acesso e saída da embaixada. Tem um veículo que não sabemos de quem é e está dentro do território venezuelano de forma ilegal. Estamos sofrendo uma invasão. O que está acontecendo é muito grave”, contou o encarregado de negócios Freddy Flores Meregotti.

A confusão começou após um grupo de pessoas ligadas à embaixadora Maria Teresa Belandria, nomeada por Guaidó e reconhecida pelo Brasil, ocupar o local e tentar tirar funcionários lá de dentro. Pela manhã, chegou o grupo do embaixador que está ativo e tentou colocar os invasores para fora.

Gabriela Vinhal

Formada em jornalismo pela Universidade Católica de Brasília (UCB) em 2013. Trabalhou no Jornal de Brasília e no Correio Braziliense, onde publicou reportagens sobre direitos humanos, nas editorias de Esporte, Política e Brasil para o impresso. Cobriu as eleições de 2018 e a posse presidencial. Repórter do Metrópoles desde maio de 2019.

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