Novo líder do PT, Uczai defende CPI do Master e andamento da 6×1

Deputado de SC afirmou que conduzirá o PT com “profunda lealdade” a Lula e que reforçou o apoio do bancada às pautas sobre segurança

atualizado

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Reprodução/PT Piauí
O deputado federal Pedro Uczai (PT-SC)
1 de 1 O deputado federal Pedro Uczai (PT-SC) - Foto: Reprodução/PT Piauí

O deputado Pedro Uczai (PT-SC) assumiu, nesta terça-feira (3/2), a liderança do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados, e afirmou que a bancada terá como prioridades o debate sobre segurança pública, com foco no enfrentamento ao financiamento do crime organizado, e a defesa da pauta da redução da jornada de trabalho 6×1.

A transmissão do cargo foi feita pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que esteve à frente da liderança por um ano, após ser empossado no fim de janeiro de 2025. A reunião que marcou a transmissão do cargo reuniu parlamentares da bancada petista e integrantes da direção do partido, como o presidente Edinho Silva.

Uczai defendeu que o debate sobre segurança pública não deve se concentrar na criminalização da periferia. Segundo ele, é preciso “enfrentar o andar de cima” e atingir quem financia o crime organizado. Para o novo líder, políticas baseadas apenas na repressão não têm apresentado resultados concretos.

“Onde fica o dinheiro não é na periferia. Não é matando o pobre da periferia que se enfrenta o tema da segurança pública. Tem de enfrentar o andar de cima, quem financia, quem é financiado pelo crime organizado e pelo narcotráfico”, afirmou.

Uczai também declarou ser favorável à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o Banco Master e disse que a bancada do PT deve construir uma posição favorável à investigação. Segundo ele, o partido pode apoiar a CPI do Banco Master ou assinar a CPMI apresentada pelo PSol.

Na saída da reunião que marcou a transmissão da liderança, Uczai afirmou que sua atuação à frente da bancada será pautada pela lealdade ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pela defesa da democracia. Ele agradeceu à ministra Gleisi Hoffmann pela articulação política e disse que o PT fará a defesa do governo em comparação com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Nós vamos defender o governo do presidente Lula com profunda lealdade. Temos muito conteúdo para comparar os dois governos em qualquer política pública, na economia, nas políticas sociais e educacionais”, afirmou.

Segundo Uczai, outro eixo central da atuação do PT será o enfrentamento a iniciativas que representem retrocessos democráticos, incluindo a mobilização para manter o veto presidencial à chamada dosimetria. “A primeira vitória que nós temos que ter não é do PT nem do governo, é dos que defendem a democracia deste país”, disse, ao convocar forças democráticas a se mobilizarem.

O novo líder também defendeu a redução da jornada de trabalho como parte da agenda econômica e social da bancada. “Querem produtividade, saúde e qualidade de vida para o povo brasileiro? Reduz a jornada de trabalho”, alegou, ao citar a proposta de superação da escala 6×1 como pauta prioritária.

Uczai acrescentou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia está entre as prioridades da bancada e defendeu a votação do texto nas próximas semanas. Segundo ele, o presidente Lula teve papel central na articulação do acordo após mais de duas décadas de negociações.

Além desses temas, Uczai citou como prioridades a regulamentação das big techs e da inteligência artificial, a ampliação do programa Pé-de-Meia e o avanço de pautas econômicas e sociais em diálogo com o governo.

Já o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a pauta do Congresso está definida até o fim de fevereiro e que, neste primeiro momento, não há previsão de deliberações além do que foi acordado no Colégio de Líderes.

Segundo Guimarães, as prioridades incluem o reajuste dos servidores do Senado e da Câmara e quatro projetos de lei do Ministério da Educação (MEC), que tratam da criação de cargos e da estruturação do quadro de técnicos administrativos e servidores de nível superior, além da criação do Instituto Federal do Sertão da Paraíba.

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