Mulher denuncia PM por tiros em residência após reclamação de barulho

A mulher, que tem uma filha de cinco meses, diz que se escondeu no quarto para não ser atingida; a polícia investiga o caso

atualizado 05/07/2021 19:30

goias tiros apartamentoReprodução/TV Anhanguera

Goiânia – Uma moradora da capital goiana afirma que uma policial militar efetuou disparos de arma de fogo contra o apartamento em que ela mora após uma reclamação por som alto. Imagens mostram as marcas dos tiros em diversos pontos da residência. O caso, ocorrido no domingo (5/7), está sendo investigado pela polícia.

De acordo com a moradora, que preferiu não se identificar, a confusão começou no sábado (3/7), por volta das 14h, quando ela estava sozinha em casa. Ela diz que foi até o apartamento no andar de cima e reclamou do volume da música e dos móveis sendo arrastados.

“Bati educadamente na porta. Na hora que a vizinha abriu, fui conversar com ela pedindo para fazer menos barulho. Ela mandou eu sair de lá, disse que eu tinha era que ir para a porta da minha casa, que não tinha que incomodar”, disse a mulher à TV Anhanguera.

Ela afirmou que depois de ser mal tratada, voltou para casa. No dia seguinte, pela manhã, quando estava com a filha de apenas cinco meses, ela ouviu o barulho dos disparos. Nesse momento, a mulher ligou para o marido.

“Ela me ligou falando que tinha um homem e uma mulher tentando invadir a casa, falando que iam matar a gente, ameaçando de morte. Foi quando eu escutei os barulhos de tiros”, relatou o marido da moradora, que também não quis ter o nome divulgado.

A mulher disse ainda que, ao ouvir os disparos, se escondeu com a filha em uma quarto. Segundo ela, a mulher que fez os disparos é a irmã da vizinha com quem ela fez a reclamação. A atiradora foi identificada como sargento da Polícia Militar.

O Metrópoles entrou em contato com a assessoria de imprensa da corporação, que informou estar apurando as informações sobre o fato.

Em um vídeo gravado pelo casal, é possível notar as marcas no apartamento. “Dois tiros aqui [na porta]. Um tiro atravessou a mesa aqui por baixo e parou lá atrás. O outro está aqui na parede”, diz a pessoa, que mostra um projétil ainda preso no azulejo.

O casal, que se mudou para o local há cerca de um ano, diz que não se sente seguro para continuar morando no apartamento. “Que algo seja feito, porque, pelo o que a gente ficou sabendo, ela é uma policial. Como uma policial tem uma atitude de marginal, de criminoso?”, indaga a família.

 

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