Mulher acusa seguranças de mercado de tortura por suposto furto

Jacqueline Debora Costa de Oliveira contou à polícia que apanhou com pedações de ripa após ser acusada de furtar comida

atualizado 22/07/2021 9:37

Agressões contra Jacqueline Debora Foto: Jacqueline Debora

Uma mulher identificada como Jacqueline Debora Costa de Oliveira, de 42 anos, registrou boletim de ocorrência alegando ter sido agredida com ripas por seguranças do supermercado Mix Mateus do Araçagy, em São Luís (MA). Segundo a denunciante, os funcionários a agrediram após acusá-la de furto.

“Fui muito humilhada com palavras agressivas e torturas. Foram três pessoas. O vigilante, uma funcionária e mais um funcionário do Mateus”, contou Jacqueline ao G1.

A mulher relatou que foi ao supermercado comprar alimentos, mas notou que havia esquecido o cartão e retornaria em casa para buscar. Pontuou ainda que, em seguida, foi agarrada pelo braço por um dos homens e levada para uma sala, onde teria começado a sessão de agressões.

“O vigilante e uma funcionária foram muito agressivos. Eles desligaram a câmera que tem dentro da sala e iniciaram uma sessão de tortura. Não encontraram nada na minha bolsa, pegaram umas garrafas de gim e tentaram forjar que eu tinha roubado. Disseram ainda que era pra eu ‘entregar as pessoas’, me mostraram fotos de mulheres que eu nunca vi na vida. Eu ainda destravei o celular, mas mesmo assim fui muito agredida”, disse.

Jacqueline informou que os acusados só pararam as agressões quando um policial chegou ao local e orientou no sentido de que ela fosse liberada. “Um PM entrou e me viu na sala. Depois, o vigilante me levou para a parada de ônibus tentando me convencer a não denunciar porque eles já estavam me liberando. Eu sou mãe de família, tenho meus filhos e fui muito humilhada”, lamentou.

A delegada encarregada de investigar o caso, Kazumi Tanaka, afirmou que uma investigação foi aberta e que Jacqueline passou por um exame de corpo de delito.

Em nota à reportagem do G1, o estabelecimento informou que vai apurar o caso internamente e está à disposição da Justiça para eventuais questionamentos.

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