MPDFT pede à Justiça busca de armas e fim do acampamento “300 do Brasil”

Grupo de apoio ao presidente Jair Bolsonaro tem se concentrado na Esplanada e já ameaçou instituições da República. PGR também investiga

Promotores do Distrito Federal e Territórios entraram com ação na Justiça na tarde desta quarta-feira (13/05) pedindo que seja ordenada a desmobilização do acampamento denominado “300 do Brasil” e que se busquem possíveis armas irregulares que estejam com os integrantes do movimento.

O Metrópoles já mostrou que esse grupo de militantes convocados pela internet se uniu em Brasília para apoiar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pressionar os poderes Legislativo e Judiciário.

O grupo tem uma base em local não divulgado, mas também mantém participantes o tempo todo em frente ao Congresso Nacional. Impedidos pela PM de armar barracas no local, eles passam a noite em sacos de dormir.

Em entrevista à BBC Brasil, a ativista Sara Winter, uma das líderes do movimento, admitiu a existência de armas no acampamento, mas disse que portadas por pessoas autorizadas.

“Mensagens de convocação de participantes do movimento divulgadas em redes sociais, somadas à declaração, feita pelos organizadores, de que haveria armas dentro do acampamento montado pelo grupo em Brasília, preocupam o Ministério Público”, diz comunicado do MPDFT.

Os promotores pedem ainda que sejam proibidas manifestações de rua no DF por causa da pandemia de coronavírus. Segundo a ação, “embora a restrição de manifestações populares possa representar limitações à circulação de pessoas e à manifestação de seus direitos políticos, os direitos fundamentais não são absolutos. É necessário que o exercício de um não implique danos à ordem pública ou aos direitos e garantias de terceiros”.

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Os "300 do Brasil" têm uma base no estacionamento do Ministério da Justiça
Grupo de Telegram dos chamados "300 do Brasil"
Ativista Sara Winter coordena o 300 do Brasil

Os “300 do Brasil” e outros grupos que tem se reunido em Brasília em acampamentos políticos também estão na mira na Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão já investigava as manifestações antidemocráticas que têm se repetido em Brasília, pedindo intervenção militar, com autorização do Supremo Tribunal Federal.

Os grupos acampados foram incluídos nessa investigação e a PGR quer saber suas fontes de financiamento.