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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Maggi afirmou que a tabela de preços fixos para serviços de frete será revista pelo governo federal. Na declaração, dada nesta quarta-feira (6/6), Maggi justificou que a medida de fixação de preços, como foi colocada, “gera uma inflação violenta”.

“Sempre achei que não deve existir tabela, o mercado precisa ser livre, mas já que tem uma tabela, que contemple os dois lados. O momento tem de ser um ponto de partida para negociação dos fretes. Não vamos romper o acordo que o presidente fez, mas a regra precisa ser justa para os dois lados”, explicou o ministro.

Entenda
A Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) anunciou, no dia 30 de maio, uma resolução para o cálculo de preços fixos nos serviços de carga, de natureza “vinculativa”. Ou seja, todos os trabalhadores da categoria deveriam aderir aos preços fixados.

A regra gerou mobilização dos ruralistas, que têm de escoar a produção através do transporte de cargas, e dos demais motoristas do setor de transporte.

Para fazer pressão no governo, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Junior, disse que se for necessário vai “acionar a Justiça para resolver a questão”.

Na coletiva realizada no Palácio do Planalto durante o lançamento do Plano Safra, Blairo Maggi  saiu em defesa do seu setor. “Quem vai acabar pagando a conta é o consumidor, com inflação violenta que vai vir pela frente. Isso precisa ser revisto”, disse.