Minas Gerais: sobe para 34 número de mortos em razão das chuvas

De acordo com a Defesa Civil, há sete feridos e 2.620 desalojados. Belo Horizonte teve o dia mais chuvoso da história da cidade

RAMON RICARDO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDORAMON RICARDO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 25/01/2020 22:30

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais informou, na noite deste sábado (25/01/2020), que subiu para 34 o número de pessoas mortas devido às fortes chuvas que atingem o estado nos últimos dias.

Os corpos de três crianças e uma mulher foram encontrados pelos bombeiros depois da divulgação da lista da Defesa Civil, em Engenheiro Nogueira, no Anel Viário de Belo Horizonte. As equipes estão concentradas na remoção para posterior identificação.

De acordo com a Defesa Civil, há sete feridos e 2.620 desalojados.

Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) afirmou que Belo Horizonte teve o dia mais chuvoso da história da cidade, desde o início da medição climatológica, há 110 anos. Em 24 horas, o acumulado de chuva chegou a 171,8 milímetros em Belo Horizonte. A previsão meteorológica indica que o sábado (25/01/2020) será de céu encoberto com chuvas a qualquer hora do dia.

Defesa Civil da Região Metropolitana de Belo Horizonte orientou a população a evitar áreas de inundação e a tomar cuidado com a água, fugindo de áreas alagadas.

Prefeitura de Belo Horizonte anunciou a adoção de um plano emergencial diante das fortes chuvas. Foram definidos 11 pontos na cidade para os quais serão direcionados equipamentos e estrutura de apoio.

Serão enviados para os locais indicados 34 caminhões, 12 carregadeiras, cinco escavadeiras e 13 retroescavadeiras, além de tratores, caminhões-prancha e jatos de água. Equipes do Serviço de Limpeza Urbana serão encaminhadas para coleta dos resíduos.

De acordo com boletim da Defesa Civil divulgado na manhã desta sexta, houve rompimento de uma barragem de reservatório de água em Aricanduva, com consequente elevação do nível de água do rio São Lourenço, que corta o município.

Já a Prefeitura de Contagem montou postos itinerantes de atendimento em saúde e vacinação nos locais onde a inundação foi mais forte. Famílias atingidas estão sendo cadastradas em um programa local de moradia. O prefeito, Alex de Freitas (sem partido), admitiu que o problema foi ocasionado pela ausência de obras de macrodrenagem.

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