MG: genro de “enfermeira” confessa que vacina vendida era falsa

Relatório mostra conversas que ele teve com a namorada, filha de Cláudia Pinheiro, que vendeu doses a empresários mineiros

atualizado 15/06/2021 22:31

Vacinação garagemReprodução

A análise do celular apreendido com um dos suspeitos investigados por organizar vacinação clandestina a comerciantes do transporte e moradores de condomínios de luxo em Belo Horizonte (MG) revelou que a dose aplicada em Belo Horizonte era falsa.

De acordo com informações do G1, relatório com conteúdo do celular de Junio das Dores Guimarães, que dirigia o carro para a falsa equipe de vacinação, traz uma conversa que ele teve com a namorada, Danievelle Torres de Freitas,  filha de Cláudia Pinheiro, apontada como falsa enfermeira e responsável por promover a imunização.

Segundo investigações, Cláudia encabeçou a vacinação clandestina em uma garagem de ônibus no bairro Caiçara, na Região Noroeste da capital, que ocorreu no dia 23 de março. Os irmãos Rômulo e Robson Lessa, donos da empresa Saritur, teriam organizado o esquema.

No dia 25 de março, três dias após o vídeo do flagra viralizar, Danievelle acompanhou a mãe até um escritório de advocacia. Até aquele momento, Cláudia e Junio não tinham sido identificados pela polícia. Nas conversas localizadas, a filha assume estar apreensiva.

“Eu achei que aparecia ela bem vídeo, que aparecia você. Nossa, estou com muito medo, viu?”, disse ela ao namorado. Para tranquilizá-la, Junio confessou que a vacina era falsa.

“Mas fica tranquila que não é vacina. A Polícia vai investigar e vai ver que não é da Covid”, respondeu ele.

De acordo com a Polícia Federal, o celular entregue por Cláudia Pinheiro só tinha registros de uso a partir de 26 de março, o dia seguinte da ida dela ao escritório de advocacia. Já o aparelho usado por ela para conversar com o empresário Rômulo Lessa, que encomendou a vacinação, nunca foi localizado.

 

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