Óleo: Interpol auxilia Polícia Federal a esclarecer o crime

Um navio grego está sendo apontado como responsável pelo desastre ambiental; a embarcação atualmente está ancorada na Nigéria

Marcos Rodrigues/Secom SergipeMarcos Rodrigues/Secom Sergipe

atualizado 01/11/2019 15:50

A Polícia Federal informou, nesta sexta-feira (01/11/2019), que solicitou a ajuda internacional da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) para compor as investigações sobre o vazamento de óleo no litoral nordestino, e do navio grego que está sendo apontado como responsável pelo desastre ambiental.

A embarcação, que tem o nome de Boubolina, da empresa Delta Tankers, foi encontrada próxima ao local das manchas, transportando óleo cru de um  terminal de carregamento de petróleo da Venezuela. O navio está atualmente ancorado em um porto da Nigéria.

“A partir da localização inicial, foi possível identificar o único navio petroleiro que navegou pela área suspeita, por meio do uso de técnicas de geointeligência e cálculos oceanográficos regressivos”, informou a PF.

O local de origem do vazamento, de acordo com a PF, fica a cerca de 700 quilômetros da costa da Paraíba. “Temos imagens que mostram que no dia 28 de julho não tinha a mancha, e no dia 29 havia. Então ela surgiu nesse período”, diz o delegado Agostinho Cascardo, um dos responsáveis pela investigação.

A Operação Mácula cumpre dois mandados de busca e apreensão contra as empresas Lachmann Agência Marítima e Witt O’Brien’s, ligadas à Delta Tankers, companhia dona do navio.

As circunstâncias do incidente ainda não foram relevadas.

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