Inpe: desmatamento na Amazônia passa de 11 mil km², o maior desde 2008

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais apontam que houve uma alta de 9,5% entre agosto de 2019 e julho de 2020

atualizado 30/11/2020 19:05

Floresta amazonica incendio desmatamento crimeGustavo Basso/NurPhoto via Getty Images

O desmatamento na Amazônia teve uma alta de 9,5% entre agosto de 2019 e julho de 2020, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (3011) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

De acordo com os números do governo federal, no período a área desmatada foi de 11.088 km², o maior número em um intervalo de 12 anos – desde 2008. No mesmo período anterior, de agosto de 2018 a julho de 2019, a área atingida foi de 10.129 km².

O Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), tido como o mais preciso para medir as taxas anuais, considera o período entre agosto e julho porque é o intervalo que abrange as épocas de chuva e seca na região amazônica.

Sendo assim, o programa leva em conta os momentos mais cruciais no “ciclo do desmatamento”, sendo capaz de identificar eventuais influências do clima.

Apesar da alta registrada, os números divulgados nesta segunda ainda são preliminares. Como é de costume, o Inpe revisará os dados no primeiro semestre de 2021 para chegar a um resultado consolidado.

Histórico de áreas desmatadas

De acordo com o Prodes, o pico do desmatamento ocorreu em 1995, quando o registrado chegou a uma área de 29.059 km². Em 1998, o número caiu para 13,2 mil km². O período abrange os governos de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.

Em 2004, no governo de Luiz Inácio Luta da Silva, a área voltou a passar dos 20 mil km², totalizando 27,7 mil km².

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