Médico responsável por anestesias que teriam matado criança é afastado

Saimon Gabriel Freitas Neri, de 6 anos, faleceu após ser hospitalizado em decorrência de um braço quebrado e morreu devido à anestesia

atualizado 27/02/2021 11:56

O médico Samir Mamede, responsável por aplicar quatro anestesias – três doses de anestesia local e uma de anestesia geral – em um criança de 6 anos que havia quebrado o braço, foi afastado das atividades. O caso ocorreu no sábado (20/2), no município de Manicoré, a 332 km de Manaus.

O afastamento foi informado pela Secretaria de Saúde do Amazonas, um dia após o órgão tomar ciência do caso. Na quinta-feira (25/2), quase uma semana após a morte de Saimon Gabriel Freitas Neri, a secretaria havia garantido que um inquérito seria instaurado para apurar a conduta do médico responsável.

A mãe do garoto, Sandy Freitas Pantoja, se disse satisfeita com o afastamento, mas questionou: “Ele foi afastado do hospital e isso é um começo. Mas ainda pode exercer a profissão. Com quantas famílias mais esse homem vai acabar?”.

Os pais de Saimon também denunciaram a morte à Polícia Civil do estado e, no mesmo dia, depuseram para a investigação. “Eu só quero justiça pela morte do meu filho”, disse a mãe da vítima.

O caso

Saimon Gabriel Freitas Neri, de 6 anos, morreu após ser hospitalizado em decorrência de um braço quebrado. O caso ocorreu no sábado (20/2), no município de Manicoré, a 332 km de Manaus.

De acordo com a mãe do garoto, Sandy Freitas Pantoja, o menino começou a passar mal depois de ter recebido três doses de anestesia local e uma de anestesia geral. A família denunciou a equipe médica do Hospital Regional Doutor Hamilton Cidade por imperícia. A informação é do Uol.

“Meu filho e meu marido sofreram um acidente de moto. Ele ficou com o bracinho quebrado esperando quatro dias para ser atendido. Depois, aplicaram três anestesias sem nem perguntar se ele estava com a barriguinha cheia. Como é que pode uma coisa dessa?”, disse Sandy.

A mãe de Saimon descreveu o momento em que notou que o garoto parava de respirar. “Na sala de recuperação, eu vi os pés dele ficando brancos. Botei a mão no coraçãozinho dele e estava muito fraco. E parou. Chamei pelo médico e ele já levou meu filho para entubar”, contou.

 

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