Lula se reúne com representantes das centrais sindicais em Brasília

Presidente eleito Lula está em Brasília desde segunda-feira (28/11), após se recuperar de uma cirurgia na laringe

atualizado 01/12/2022 13:51

Breno Esaki/Especial Metrópoles

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne nesta quinta-feira (1º/12) com representantes das centrais sindicais na sede do Gabinete de Transição, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.

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Em Brasília desde segunda-feira (28/11), Lula concentrou suas agendas nos primeiros dias no hotel em que está hospedado, onde se reuniu com economistas, parlamentares do PSD e do União Brasil e com os presidentes da Câmara e do Senado. A decisão visou ter um controle maior das pessoas que teriam acesso ao presidente da República eleito.

Na segunda, Lula teve uma reunião com o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, no CCBB e recebeu lideranças do MDB no local.

Em 20 de novembro, o petista fez uma cirurgia na laringe, para retirada da leucoplasia, lesão na garganta diagnosticada dias antes. Em função disso, o petista tem poupado a voz, feito exercícios de fonoaudiologia e evitado discursos públicos.

Lula trabalha PEC e ministros

A vinda de Lula a Brasília visa destravar as negociações em torno da PEC da Transição, considerada vital pelo governo eleito para garantir o pagamento do Bolsa Família no valor de R$ 600.

Petistas correm contra o tempo para conseguir viabilizar a PEC e iniciar o ano de 2023 com o Bolsa Família de R$ 600 garantido. Após conseguir as 27 assinaturas necessárias para ser protocolada no Senado, o texto da PEC seguiu para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Para que a tramitação avance, é necessária a designação de um relator para a matéria. A ação deve ser realizada pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil – AP), presidente do grupo.

No entanto, de acordo com o parlamentar, a CCJ não terá reuniões nesta semana, e a discussão deve ficar para a semana que vem. Depois de aprovada na CCJ, a PEC pode ser encaminhada diretamente para votação no plenário.

Primeira etapa

Nesta primeira etapa, o texto vai precisar dos votos de três quintos dos senadores – o que equivale a 49 dos 81 congressistas desta Casa. Depois, na Câmara, também será necessária a aprovação por três quintos dos deputados, ou seja, 308 dos 513 parlamentares. Ocorre que, na Casa Baixa, antes das votações finais, a matéria deverá passar por pelo menos 15 comissões.

Se esse rito tiver de ser seguido, é praticamente impossível aprovar a PEC ainda nesta legislatura, e o governo Lula teria de começar sem condições de manter o Auxílio Brasil na casa dos R$ 600 por mês. Para evitar que isso aconteça, a ideia é juntar seu conteúdo a uma PEC que já tramitou pelas comissões da Câmara, de modo a mandar o texto diretamente para o plenário.

A presença do petista na capital federal também gerou expectativa em torno do anúncio de ministros. Até agora, nenhum nome foi confirmado pela equipe de transição.

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