*
 

De acordo com o líder do PT na Câmara, deputado federal Paulo Pimenta (RS), o Partido dos Trabalhadores poderá representar contra a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, por prevaricação. A declaração foi dada afirmou nesta quinta-feira (12/4). Conforme pontuou o parlamentar, o pedido deve ser apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso fique comprovado que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não investigou denúncias feitas em dezembro pela legenda e novamente agora pelo ministro do STF Gilmar Mendes, em recente sessão da Corte, sobre suposto tráfico de influência cometido por membros do Ministério Público participantes da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Segundo Pimenta, o partido já tentou diversas vezes se reunir com Raquel Dodge para tratar da denúncia, mas nunca foi recebido. “Voltaremos a requerer uma audiência com a procuradora Raquel Dodge. Vamos remeter todos os documentos encaminhados a ela ao ministro Gilmar Mendes. E, caso fique comprovado que não houve a investigação por parte da PGR, vamos analisar a possibilidade de representar por prevaricação contra a procuradora-geral, que está protegendo e não investigando”, disse, em entrevista na Câmara.

Na sessão do Supremo desta quinta-feira, Gilmar Mendes fez críticas ao Ministério Público. De acordo com o magistrado, o uso de prisões provisórias para forçar pessoas a fazerem delação premiada é “tortura em qualquer lugar do mundo”. Nas palavras do ministro, quem “chancela” essa prática está ferindo a Constituição.

“Todos nós comungamos da necessidade de combate à corrupção, mas deve ser feita seguindo o devido processo legal. Tem de fazer na forma da lei. Ninguém me dá lição nessa área”, disse Gilmar Mendes. Ele declarou que agentes do MP ganharam “superpoder pessoal”.

PSDB
O líder do PT também criticou decisão da ministra Nancy Adrighy, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de mandar à Justiça Eleitoral de São Paulo inquérito aberto contra o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin com base na delação premiada da empreiteira Odebrecht.

Com a medida, o tucano – que deixou o Executivo paulista para disputar a Presidência da República – ficou fora, por ora, da rota da Lava Jato. “É algo gritante do ponto de vista da seletividade”, afirmou o parlamentar, dizendo que lideranças do PT fizeram o mesmo pedido nos últimos três anos, mas não tiveram igual tratamento.

 

 

COMENTE

STFptPaulo PimentaprevaricaçãoRaquel DodgeLiderança do PT na Câmara
comunicar erro à redação

Leia mais: Brasil