Temer é levado para batalhão da PM em São Paulo, onde ficará detido

Justiça federal autorizou a transferência do ex-presidente, que estava preso na Superintendência da Polícia Federal desde quinta-feira

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atualizado 13/05/2019 18:28

O ex-presidente da República, Michel Temer (MDB), foi levado na tarde desta segunda-feira (13/05/2019) para uma sala de Estado Maior do Comando de Policiamento de Choque, da Polícia Militar, localizado na Luz, região central de São Paulo. Ele permanecerá preso no local, aonde chegou por volta das 16h55. A Justiça federal autorizou sua transferência. O emedebista estava detido na Superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo, no bairro da Lapa.

A condição imposta pela juíza Caroline Figueiredo, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, para autorizar a mudança foi que Temer fosse escoltado pela PF e estivesse algemado. No pedido, a defesa do emedebista argumentou que a transferência é um direito constitucional do ex-presidente e alegou que a Superintendência da PF era local de grande circulação de pessoas; portanto, inadequado para receber um ex-chefe do Poder Executivo.

Na primeira noite, Temer ficou em uma sala de reunião, de cerca de 20 m², no 9º andar do prédio, a poucos metros do gabinete do superintendente. O espaço não tinha banheiro. No dia seguinte, o emedebista foi levado para outro local, onde ficou no final de semana. Ele dispensou o direito a banho de sol, mas pediu para caminhar no corredor.

Entenda
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) ordenou a prisão do político na última quinta-feira (09/05/2019). O ex-presidente é acusado de liderar organização criminosa que teria agido durante 30 anos e desviado R$ 1,8 bilhão em contratos do setor público relacionados à construção da usina Angra 3, no Rio de Janeiro – crimes que ele nega enfaticamente.

Já na sede da Polícia Militar, Temer aguarda a decisão da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que julga, nesta terça-feira (14/05/2019), um habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente, a fim de colocá-lo em liberdade. O caso, investigado na Operação Descontaminação (desdobramento da Lava Jato), ainda não foi julgado.

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