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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta terça-feira (6/9) recurso do ex-ministro da Comunicação Social Edinho Silva para retirar do juiz federal Sérgio Moro a competência para julgá-lo na Operação Lava Jato.

Os advogados de Edinho recorreram ao STF para anular decisão do ministro Teori Zavascki, que remeteu para a Justiça Federal as investigações após o ex-ministro ter deixado o governo quando a presidenta Dilma Rousseff foi afastada do cargo, em 12 maio deste ano.

Edinho Silva atuou como tesoureiro na campanha presidencial de Dilma em 2014 e foi citado nos depoimentos de delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, da empreiteira UTC. Segundo os depoimentos, Silva teria pressionado Pessoa para receber doações para a campanha e dito que a empresa tinha contratos com a Petrobras.

Em 2015, quando as denúncias foram divulgadas, Edinho Silva afirmou que nunca tratou de assuntos relacionados a qualquer empresa e lembrou que as contas de campanha de Dilma foram aprovadas por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

 

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