MP recebe 10 queixas contra procurador que chamou salário de “miserê”

Após as críticas, Leonardo Azeredo de Silva apresentou uma licença-médica para se afastar das funções. Ele reclamou de R$ 24 mil mensais

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atualizado 13/09/2019 9:53

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recebeu 10 queixas contra o procurador Leonardo Azeredo dos Santos, que ficou conhecido na semana passada por reclamar do salário de R$ 24 mil mensais. As denúncias foram feitas entre segunda-feira (09/09/2019) e quarta-feira (11/09/2019). A informação foi confirmada pela assessoria do órgão.

De acordo com o MPMG, as acusações ficarão a cargo da Corregedoria-geral do MP, que é responsável pela apuração de possíveis irregularidades ou desvios de conduta por parte de integrantes da instituição.

O procurador está afastado das funções desde terça-feira (10/09/2019), quando apresentou uma licença médica. Até agora, os motivos da ausência não foram explicados.

O procurador-geral de Justiça do estado, Antônio Sérgio Tonet, chegou a afirmar, em entrevista, que as declarações de Leonardo não manifestam a vontade do MPMG. “São declarações isoladas, pessoais, e não condizem com o pensamento, com a filosofia de trabalho de atuação da instituição e de seus membros. Nós sabemos que a maior parte da população é carente, pobre, hipossuficiente e é para essa população que o Ministério Público de Minas e o brasileiro têm trabalhando incansavelmente”, disse.

“Miserê”
Um salário mensal de R$ 24 mil foi considerado um “miserê” pelo procurador, que cobrou do chefe “criatividade” para “melhorar a situação”. A fala de Leonardo Azeredo dos Santos foi dita em uma reunião oficial da câmara de procuradores para discutir o orçamento do órgão para o ano que vem e o áudio foi publicado no site do Ministério Público.

No áudio de 1 hora e 40 minutos da reunião realizada no último dia 12 de agosto, o procurador Leonardo dos Santos pede a palavra para questionar o procurador-geral de Justiça do estado, Antônio Sérgio Tonet: “Quero saber se nós, no ano que vem, vamos continuar nessa situação ou se vossa excelência planeja alguma coisa, dentro da sua criatividade, para melhorar nossa situação. Ou se vamos ficar nesse miserê. Quem é que vai querer ser promotor se não vamos mais ter aumento, ninguém vai querer fazer concurso nenhum”, desabafou Santos.

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