Manifestantes protestam em frente ao prédio da presidente do Supremo

Mobilização foi realizada na capital mineira, onde a ministra Cármen Lúcia mantém residência, e é a segunda no local desde a prisão de Lula

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 24/08/2018 22:57

Integrantes de movimentos sociais protestam na noite desta sexta-feira (24/8), em frente ao prédio da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia (foto em destaque), no bairro Santo Agostinho, região centro-sul de Belo Horizonte (MG). Segundo organizadores, a manifestação tem o objetivo de pressionar entrada em pauta das ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs). Isso possibilitaria a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato.

Participam do protesto representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Segundo uma das coordenadoras nacionais do MST, Ester Hoffmann, Lula é vítima de uma “prisão política”.

“Apesar disso, o ex-presidente lidera as intenções de voto [à presidente] no país. O povo brasileiro quer que ele seja candidato”, afirmou.

Em abril, integrantes do MST jogaram tinta vermelha no prédio da ministra (foto abaixo). O protesto aconteceu porque Cármen Lúcia deu o voto de desempate para que não fosse concedido habeas corpus pedido pela defesa de Lula, preso no dia 7 daquele mês. Ao menos por enquanto, a manifestação desta sexta-feira é pacífica.

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Organizadores informaram que o protesto é ainda em apoio à greve de fome realizada também por integrantes de movimentos populares com o mesmo objetivo de pressionar o STF para que julgue as ADCs.

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