Lava Jato: supostos operadores de propina para Richa são denunciados

Força-tarefa em Curitiba (PR) acusa Luiz Abi Antoun e Dirceu Pupo Ferreira por organização criminosa e corrupção passiva

atualizado 21/02/2019 17:57

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba (PR) denunciou nesta quinta-feira (21/2) os operadores financeiros Luiz Abi Antoun e Dirceu Pupo Ferreira por organização criminosa e corrupção passiva. Os dois são acusados de envolvimento em desvios de R$ 8,4 bilhões por meio de supressões de obras rodoviárias e aumento de tarifas, durante o mandato do ex-governador Beto Richa (PSDB), em concessões do Anel de Integração.

O Ministério Público Federal do estado – com apoio de procuradores – protocolou duas denúncias, porque Luiz Abi Antoun deixou o Brasil em setembro de 2018, depois de ter sido solto por uma liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF),  no âmbito da Operação Rádio Patrulha.

Confira a íntegra da denúncia:

Denúncia do MPF by on Scribd

Os procuradores afirmam que Luiz Abi Antoun era um “caixa geral de propinas”, arrecadadas em vários setores do governo do estado para Richa (foto em destaque). Pupo, de acordo com os investigadores, fazia operações de lavagem de dinheiro por meio da compra de imóveis. Ele teria comprado cerca de R$ 2,7 milhões em imóveis para a empresa Ocaporã, da família Richa.

O Ministério Público Federal afirma que Abi também era destinatário de “sobras” de dinheiro de campanhas políticas de Beto Richa e teria sido beneficiado diretamente com pelo menos R$ 646 mil.

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