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O juiz federal Sérgio Moro aceitou nesta quinta-feira (9/8) a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-senador do Distrito Federal (DF) Jorge Afonso Argello, mais conhecido como Gim Argello. Ele está preso desde abril de 2016, acusado dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Lava Jato.

A acusação afirma que o ex-parlamentar atuou para obstruir os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) instauradas no Senado e na Câmara dos Deputados em 2014. O objetivo de ambos os colegiados era apurar “fatos ilícitos cometidos contra a Petrobras”, conforme a peça acusatória do MPF.

Segundo os investigadores, houve acerto de pagamento de propina a Argello para evitar a convocação de empreiteiros para prestarem depoimento na CPI e na CPMI.

Conforme diligência da força-tarefa da Lava Jato, entre junho e dezembro de 2014, o ex-senador solicitou e aceitou promessa de vantagem indevida no valor de R$ 5 milhões da empresa Galvão Engenharia, recebendo efetivamente parte desse montante (R$ 1,6 milhão) por intermédio dos seguintes partidos: Social Liberal (PSL), Trabalhista do Brasil (PTdoB) e Ecológico Nacional (PEN).

De acordo com a acusação, o valor foi travestido de doação oficial com a posterior emissão de cinco recibos eleitorais e registros junto à Justiça Eleitoral, tudo para dar aparência lícita à propina e reinserir os valores na economia formal.

Outro lado
Procurado pela reportagem, o advogado de Gim Argello, Marcelo Bessa, não havia se pronunciado até a última atualização desta matéria.