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Acusado de acertar um tiro na cabeça da própria irmã grávida, Danilo Emanuel Vilas Boas, 27 anos, foi condenado a 16 anos, sete meses e três dias de prisão por homicídio qualificado, contra a ela, e simples, pela morte do bebê da jovem. Hoje, Thaysa Vilas Boas, 22 anos, vive em estado vegetativo.

A condenação ocorreu na última sexta-feira (8/6), quase dois anos após o crime. A decisão foi proferida em Cruzeiro do Oeste, no noroeste do Paraná, próximo ao município onde ocorreu a tragédia, Tapejara, segundo informações do portal RIC Mais.

Júri popular composto por sete pessoas condenou Danilo a pena total superior a 16 anos, segundo informações do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Porém, ele já estava preso na Penitenciária de Cruzeiro do Oeste e, por isso, descontou-se dois anos, três meses e sete dias.

Advogado de Danilo, Hasan Azara disse que vai recorrer da decisão. Ele considera que faltaram provas para a condenação.

Relembre o caso
Thaysa se arrumava para ir a uma consulta médica pré-natal quando foi baleada por Danilo, em julho de 2016. Desde então, ela vive em estado vegetativo. À época do crime, médicos fizeram parto cesárea na tentativa de salvar o bebê, mas ele morreu no hospital três dias depois. A polícia chegou a prender o pai da criança como suspeito. Porém, o soltou dias depois.

Um mês após o incidente, Danilo confessou o crime e alegou em depoimento que estava sob efeito de drogas quando disparou contra a irmã. Ele disse também que a confundiu com o ex-namorado dela, com quem tinha desavenças.