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O empresário Joesley Batista estava em Brasília nesta terça-feira (5/8), onde prestaria um depoimento à Polícia Federal. O delator foi pego de surpresa, no entanto, na noite de segunda-feira (4), com o anúncio do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de que irá rever o acordo de colaboração dos executivos do grupo J&F.

Diante da repercussão do caso, o depoimento que Joesley prestaria nesta terça – e que não tem a ver com as novas revelações – foi adiado. O empresário avisou a interlocutores que decidiu voltar a São Paulo. Na capital paulista, deve encontrar advogados, entre eles o também delator Francisco de Assis.

Advogados ligados à JBS consideram que avaliações feitas sobre o áudio foram “precipitadas”, pois não há crime revelado. A empresa vai alegar que entendeu que o ex-procurador Marcelo Miller já havia saído da Procuradoria-Geral da República para advogar quando foram feitas conversas com ele. Além disso, a alegação é de que Miller só participou das tratativas de leniência do grupo e não da delação premiada.

Joesley, Francisco de Assis e o diretor Ricardo Saud têm até sexta-feira (8) para se apresentarem para a Procuradoria-Geral da República para prestar esclarecimentos. Eles devem agendar uma data com o grupo de trabalho da Lava Jato para comparecer.

 

 

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