Gilmar Mendes coloca em liberdade outro ex-secretário ligado a Cabral

Marcos Vinícius Lips, preso no dia 17 de março, é acusado de intermediar propinas da Secretaria de Administração Penitenciária do RJ

atualizado 23/05/2018 22:59

Divulgação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu colocar em liberdade o advogado Marcos Vinícius da Silva Lips, ex-secretário adjunto de tratamento penitenciário da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro durante o governo de Sérgio Cabral (MDB-RJ).

Gilmar Mendes determinou a substituição da prisão preventiva por duas medidas cautelares: Lips fica proibido de manter contato com outros investigados e de deixar o país, devendo entregar o passaporte à Justiça em até 48 horas.

Marcos Vinícius da Silva Lips foi citado por Carlos Miranda, amigo de Sérgio Cabral, como o intermediário das propinas provenientes da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro. Miranda é apontado como operador financeiro do ex-governador e também foi colocado em liberdade por decisão de Gilmar Mendes.

O ex-secretário foi preso no dia 17 de março deste ano, ao desembarcar no Aeroporto do Galeão (RJ). Lips teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal do território fluminense, sob acusação de participar de uma fraude no fornecimento de alimentação para os detentos do estado. Ele estava em Miami, nos Estados Unidos, e retornou ao Brasil no sábado (19/5), quando se entregou.

A ordem de prisão contra o ex-secretário foi expedida pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, dentro da Operação Pão Nosso, deflagrada pela Polícia Federal. A ação é um desdobramento da Operação Calicute, braço da Lava Jato no Rio e responsável pela prisão de Sérgio Cabral.

A defesa de Marcos Vinícius Silva Lips alega que o advogado não ocupa qualquer cargo público há mais de 5 anos e se apresentou espontaneamente às autoridades após ter conhecimento do decreto prisional.

Rizoma
Gilmar Mendes também colocou em liberdade o empresário Arthur Machado, suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro por meio da Operação Dólar-Cabo Invertido. Machado entrou na mira da Operação Rizoma, responsável por apurar esquema de propinas de R$ 20 milhões envolvendo fundos de pensão dos Correios (Postalis) e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpros).

Últimas notícias