Em depoimento, Queiroz diz que esperava ser assessor de Flávio no Senado

A expectativa aconteceu antes de vir a público o relatório do Coaf, que apontou movimentações atípicas

O ex-assessor Fabrício Queiroz afirmou ao Ministério Público Federal (MPF), durante depoimento prestado nessa quinta-ferira (2/7), que “esperava” ser nomeado para trabalhar no gabinete de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Senado no fim de 2018. As informações são de O Globo.

A expectativa de Queiroz aconteceu antes de vir a público o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou movimentações atípicas no valor de R$ 1,2 milhão nas suas contas.

Queiroz afirmou que não chegou a conversar com Flávio sobre uma possível nomeação ao Senado. “Apenas esperava que isso viesse a ocorrer devido aos bons serviços que prestei durante a candidatura”, disse.

O ex-assessor também voltou a dizer que não teve conhecimento de um suposto vazamento do relatório da Operação Furna da Onça que mencionava seu nome. Sua saída do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa no Rio, assegura, se deu a pedido dele próprio, como havia dito em outro depoimento à Polícia Federal.

Na ocasião, Queiroz também afirmou que tomou conhecimento apenas pela imprensa, no início de dezembro, do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou que movimentação de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017 em suas contas.

Após ter vindo a público o relatório do Coaf, Queiroz afirmou que encontrou com Flávio no fim de 2018 e que depois disso não manteve mais contato com o senador. Afirmou ainda que também cortou contato com o presidente Jair Bolsonaro desde então.

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Flávio vai depor

O MPF intimidou para prestar depoimento, o senador Flávio Bolsonaro. A data ainda será agendada. Caso haja necessidade ao curso da investigação, Queiroz pode ter que ser ouvido novamente pelos investigadores.

Relembre

Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi preso no dia 18 de junho sob suspeita do envolvimento em um esquema de rachadinha. Ele estava em uma chácara, em Atibaia, que pertence ao advogado Frederick Wassef, que trabalhava para Flávio e para o presidente Bolsonaro.