Desembargador nega HC pedido por Queiroz para anular quebra de sigilo

Solicitação do ex-assessor e ex-motorista de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) foi rejeitada pela Justiça do Rio de Janeiro

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atualizado 29/05/2019 21:28

O desembargador Antônio Amado, da 3ª Câmara Criminal da Justiça do Rio de Janeiro, negou nesta quarta-feira (29/05/2019) pedido de habeas corpus (HC) feito pela defesa de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), para tentar barrar a investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre movimentações financeiras suspeitas na Assembleia Legislativa do estado (Alerj). São informações da Folha de S.Paulo.

A defesa entrou com a medida na última semana, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Conforme o veículo apurou, o argumento é semelhante ao que foi apresentado anteriormente, apesar de o documento estar sob sigilo.

O caso ainda será julgado pelos demais magistrados do colegiado após manifestação do Ministério Público. Como o processo está sob sigilo, a justificativa do desembargador não foi divulgada. Mas a defesa de Queiroz sustenta que não há fundamento na quebra de sigilos.

Além de Flávio e Queiroz, a Justiça determinou a quebra de sigilos bancário e fiscal de outras 84 pessoas e nove empresas.

A apuração surgiu após um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ter apontado, há mais de 500 dias, a movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz.

Dinheiro vivo
Além do volume movimentado, chamou atenção a forma como as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo.

As transações ocorriam em data próxima do pagamento de servidores da Alerj, onde Flávio exerceu o mandato de deputado por 16 anos (2003–2018) até ser eleito senador.

Queiroz confessou que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete, mas diz que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do então deputado.

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