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Os bens apreendidos do ex-ministro José Dirceu (PT), postos em leilão, ainda não receberam nenhum lance, mesmo após terem seus valores cortados pela metade. É a segunda tentativa de venda dos imóveis avaliados em R$ 4.275.187,50. Em abril, foram postos à venda pelo dobro do preço atual. Iniciado em 5 de julho, o leilão se encerra na próxima segunda-feira (16/7), às 14h.

O imóvel mais caro é um escritório onde funcionava a JD Assessoria, empresa de consultoria de Dirceu. Localizado próximo ao Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o prédio de 501 metros quadrados tem lance mínimo de R$ 3 milhões. Na primeira tentativa de venda, valia R$ 6 milhões.

O segundo mais caro é uma chácara de 2,3 mil metros quadrados em Vinhedo (SP). O valor mínimo para a compra é de R$ 900 mil. Já um sobrado localizado na zona sul da capital paulista vale R$ 375.187,50. Ele era usado por uma das filhas de Dirceu. Os bens apreendidos deverão ser vendidos “no estado em que se encontram, de forma individual”.

Os bens do ex-ministro petista foram apreendidos pelo juiz federal Sérgio Moro. Ele considerou as propriedades como produtos de crimes praticados por Dirceu.

O petista foi ministro da Casa Civil no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi preso na 17ª fase da operação Lava Jato e, posteriormente, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. No mês passado, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a execução da pena e liberou Dirceu da prisão.