Caso Daniel: juíza nega semiaberto a assassino confesso

Os advogados de Edison Brites alegaram que ele não causa perigo ao processo. Para a Justiça, o réu pode ser uma ameaça às testemunhas

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atualizado 06/12/2019 17:48

A juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, negou o pedido de liberdade da defesa de Edison Brittes, assassino confesso do ex-jogador Daniel (imagem em destaque). Ele solicitou o regime semiaberto, com o uso de tornozeleira eletrônica. A informação é do portal Terra.

Na decisão, a juíza cita o medo de testemunhas que participam do caso com uma possível retaliação de Edison Brittes, motivo suficiente para deixá-lo preso. No pedido, os advogados alegaram que o autor do crime não causa perigo para a sociedade.

“As vítimas dos fatos de coação, que também são testemunhas oculares do delito mais grave – suposto delito de homicídio qualificado –, manifestaram grande temor do requerente, fato esse que poderá, sim, importar na modificação de seus depoimentos caso o réu seja solto”, escreveu a juíza.

Para ela, independentemente de estar com monitoração eletrônica ou não, o réu pode ser uma ameaça.”Logo, conclui-se que o risco de interferência é concreto, e que a aplicação de medidas cautelares se revela insuficiente/ineficaz no caso em tela”, afirmou.

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