Inep faz uso equivocado da LGPD ao suprimir dados, dizem organizações
Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas afirma que atitude é equivocada e compromete a transparência

Em nota publicada nesta quarta-feira (24/2), o Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas afirma que a justificativa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para censura de dados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é equivocada e compromete a transparência das políticas públicas de educação.
Na última sexta-feira (sexta-feira (18/2), o órgão censurou uma série de informações que costumavam ser divulgadas nas publicações dos dados do Enem 2020 e do Censo Escolar da Educação Básica 2021. Além disso, também modificou bases de dados antigas sobre o assunto, apagando informações como o banco de informações de alunos e docentes da educação básica.
Os dados eram utilizados para produção de pesquisas e políticas públicas de educação, principalmente sobre o impacto da pandemia para alunos e professores brasileiros.

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Ver todasSegundo o fórum, formado por 25 organizações, a decisão “é desproporcional e fere a própria Lei Geral de Dados Pessoais (LGPD)”. Segundo a entidade, a lei está sendo utilizada como “pretexto para a redução da transparência pública e comprometimento do controle social”.
O governo Bolsonaro já usou a Lei Geral de Proteção de Dados para omitir informações públicas outras vezes. No início de 2021, a Presidência da República citou a lei para negar informações de visitas de lobistas de armas e advogados ao Palácio do Planalto. Outra informação negada constantemente é a de gastos com o cartão corporativo.




























