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O Metrópoles foi o grande vencedor do Prêmio Estácio de Jornalismo 2018. A reportagem Abandonadas, assim caminham as escolas com as piores notas no Enem levou o troféu principal da noite, conferido ao melhor trabalho entre todos os concorrentes. A matéria também ficou em primeiro lugar na categoria internet.

Desde a criação do concurso, há oito anos, essa foi a primeira vez que um veículo levou as duas premiações. Folha de S.Paulo, TV Globo e Estado de S. Paulo também concorriam ao prêmio. A organização recebeu 334 inscrições.

Para apurar o especial, a repórter Leilane Menezes e a fotógrafa Rafaela Felicciano percorreram quase 8 mil quilômetros para conhecer os três colégios com a nota mais baixa no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A equipe foi a escolas no Acre, Maranhão e Sergipe, e encontrou prédios esquecidos no tempo, onde não chegam cartas, não há internet nem telefone fixo.

Após a publicação da reportagem, os estudantes do Colégio Aluísio Azevedo, na área rural no Maranhão, foram transferidos para uma escola com mais estrutura. “O jornalismo deve transformar o mundo. Essa matéria é um excelente exemplo do trabalho que vale a pena, pois mudou a realidade de diversos alunos no nordeste do país”, disse Lilian Tahan, diretora-executiva do Metrópoles.


O trabalho mobilizou 15 profissionais da equipe do portal. Lilian Tahan, Priscilla Borges, Ana Helena Paixão e Michael Melo editaram o material; Allan Rabelo, Saulo Marques, Marcos Lopes e Jonatas Delforge programaram o especial; Gui Prímola desenhou o layout; as infografias foram criadas por Cícero Lopes e Joelson Miranda; os vídeos foram editados por Guilherme Sadeck; e o texto foi revisado por Denise Costa.
Daniel Ferreira/Metrópoles

O trabalho teve o envolvimento de 15 profissionais entre repórteres, editores, fotógrafos, cinegrafistas, artistas gráficos, programadores visuais e revisores

 

“O design foi pensado como um típico caderno de estudantes do ensino médio, com ilustrações, anotações e colagens de fotos. Destaco a infografia em que o leitor pode comparar a nota do Enem da sua escola, com as instituições que tiveram as piores avaliações. O mais importante, entretanto, é mostrar o quanto nosso sistema educacional é desigual”, falou o editor de arte Gui Prímola.

A jornalista Leilane Menezes participou da cerimônia realizada nessa quarta-feira (31/10), no Hotel Hilton Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ). “Sou a primeira pessoa da minha família a conquistar um diploma e é muito gratificante ser reconhecida pelo meu trabalho. Somos um portal de notícias local competindo com empresas nacionais já estabelecidas e vencemos duas vezes. É a prova de que o jornalismo de profundidade que fazemos está dando certo”, disse.

Concedido por um dos maiores grupos de ensino superior do Brasil, o Prêmio Estácio de Jornalismo reconhece reportagens que falam sobre educação. Nesta edição, o concurso contemplou matérias regionais e nacionais, publicadas em veículos impressos (jornais e revistas), internet, rádio e televisão. “Fiquei orgulhosa dessa reportagem do começo ao fim. É um dos meus melhores e mais relevantes trabalhos”, comemorou Rafaela Felicciano.

A festa reuniu mais de 300 pessoas, grande parte delas profissionais de comunicação de todas as regiões do Brasil. O cantor Paulo Ricardo encerrou a noite em um show com os sucessos de sua carreira e clássicos do rock mundial.

Confira os outros vencedores:

GRANDE PRÊMIO ESTÁCIO DE JORNALISMO
Reportagem: Abandonadas, assim caminham as escolas com as piores notas no Enem
Autor(es): Leilane Menezes, Rafaela Felicciano, Lilian Tahan, Priscilla Borges, Ana Helena Paixão, Denise Costa, Michael Melo, Gui Prímola, Cícero Lopes, Joelson Miranda, Guilherme Sadeck, Allan Rabelo, Saulo Marques, Marcos Lopes e Jonatas Delforge
Veículo: Metrópoles (Brasília)

MODALIDADE NACIONAL

INTERNET
Reportagem: Abandonadas, assim caminham as escolas com as piores notas no Enem
Autor(es): Leilane Menezes, Rafaela Felicciano, Lilian Tahan, Priscilla Borges, Ana Helena Paixão, Denise Costa, Michael Melo, Gui Prímola, Cícero Lopes, Joelson Miranda, Guilherme Sadeck, Allan Rabelo, Saulo Marques, Marcos Lopes e Jonatas Delforge
Veículo: Metrópoles (Brasília)

IMPRESSO
Reportagem: Estudo inédito indica alta chance de fraude em mil provas do enem
Autor(es): Fabio Takahashi, Daniel Mariani, Mariana Zylberkan e Paulo Saldaña
Veículo: Folha de S.Paulo

TV
Reportagem: Guerrilha virtual
Autor(es): Bruno Della Latta, Felipe Santana, Flavio Lordello, Nathalia Butti, Alex Carvalho e Eduardo Torres
Veículo: TV Globo

RÁDIO
Reportagem: A academia também pode ser del(x)s – os desafios de transgêneros e travestis na pós-graduação
Autor(es): Gabriel Sabóia e Paula Martini
Veículo: Rádio CBN (Rio de Janeiro)

MODALIDADE REGIONAL
INTERNET
Reportagem: A vitória do ensino sobre a distância
Autor(es): Jéssica Welma, Nasion Frota, Rafael Luís Azevedo, Iago Monteiro e Felp Soares
Veículo: Tribuna do Ceará

IMPRESSO
Reportagem: A Reinvenção das Universidades Particulares
Autor(es): Guilherme Justino
Veículo: Zero Hora (Porto Alegre)

TV
Reportagem: Faculdades fantasmas: sonho ou pesadelo
Autor(es): Thiago Correia, José Pereira e Esther Carvalho
Veículo: TV Pajuçara (Maceió)

RÁDIO
Reportagem: Trans: o difícil caminho para a educação
Autor(es):  Marcelo Henrique Andrade, Maria Eduarda Madu e Jonathan Dias
Veículo: Rádio CBN (João Pessoa)

Outras conquistas
Em três anos de existência, o Metrópoles tem colecionado importantes prêmios nacionais, internacionais e locais. O portal foi indicado ao Prêmio Gabriel García Márquez de Periodismo, um dos mais importantes do mundo. A reportagem Chacinas nos presídios: conheça as 123 histórias dos detentos mortos concorreu na categoria Inovação, com veículos da Espanha, Paraguai, Peru, Venezuela, Reino Unido, México e Costa Rica.

O Metrópoles venceu o 6° Prêmio Abear de Jornalismo. A matéria Medo de voar? Curso promete resolver seu problema em 2 dias concorreu na categoria Experiência de Voo. O portal ganhou também as duas últimas edições do Prêmio CNT de Jornalismo. Em 2016, levou o troféu de Melhor Matéria de Internet, pela reportagem Avisa Quando Chegar – O Assédio que Paralisa as Mulheres e, em 2017, foi vitorioso com o trabalho Transbrasil – Um embarque para o crime nas rodovias brasileiras.

Na edição de 2018, o site recebeu três indicações: a matéria Caminhoneiras, Codinome Coragem disputa o troféu nas categorias Internet e Fotografia; a reportagem Aviação Agrícola: Perigo no Céu e na Terra concorre com trabalhos sobre Meio Ambiente e Transporte.

Filipe Cardoso/Metrópoles

 

A equipe de jornalistas aguarda ainda o resultado do 2° Prêmio Policiais Federais de Jornalismo. As reportagens Biografia de um crime sem castigo, A saga das mulheres venezuelanas refugiadas no Brasil e Lula encarcerado: o primeiro ex-presidente condenado por corrupção são finalistas na categoria Webjornalismo. O portal também concorre ao Prêmio CICV de Cobertura Humanitária Internacional, organizado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha. A matéria Órfãs de terra-mãe: A saga das mulheres venezuelanas refugiadas no Brasil foi selecionada entre os 46 trabalhos inscritos.

O Metrópoles ainda foi finalista do 29º Prêmio Europa de Comunicação com o trabalho Bauhaus 100 anos: uma viagem pela escola de arquitetura. Ficou, também, em segundo lugar no 17º Prêmio Massey Ferguson de Jornalismo, na categoria Fotojornalismo. A imagem de um geraizeiro preparando comida registrada por Gilberto Alves faz parte da matéria especial O Levante dos Ribeirinhos.

O site ficou entre os três melhores trabalhos do Prêmio NHR Brasil, com a reportagem Hanseníase, um problema de 1800 ou 2018?. E ainda competiu na categoria Impresso do Prêmio Anamatra de Direitos Humanos, com a matéria Ossos do Ofício.

Por duas edições consecutivas, o site está entre os melhores veículos do mundo na avaliação da Society for News Design, organização internacional que apoia profissionais da imprensa. O Metrópoles teve cinco trabalhos vencedores do Melhor Design Digital de 2017, considerado o Oscar do jornalismo gráfico, ao lado de publicações internacionais de peso, como The New York Times, The Washington Post, Wall Street Journal, Financial Times e The Guardian.

Na categoria Single-subject Project, que avalia reportagens especiais, o portal recebeu quatro prêmios de excelência com as seguintes matérias: Ossos do ofício: a rotina cruel dos trabalhadores de frigoríficos; Transbrasil – Um embarque para o crime nas rodovias brasileiras; Chegamos à quarta idade. E agora, estamos preparados?; e As faces das chacinas no cárcere. Já na categoria Experimental Design, a Raptrospectiva 2017 faturou a honraria.

Em 2017, foi vencedor do 2º Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros, com o especial A busca do brasileiro por uma aposentadoria digna, na categoria Webjornalismo. Assinado pelo repórter Pedro Alves, o material foi elaborado por uma equipe de 16 profissionais. No mesmo mês, foi vitorioso no Prêmio ÑH, também organizado pela Society for News Design, na categoria Publicação Digital, pelas reportagens Transbrasil – Um embarque para o crime nas rodovias brasileiras e Ossos do ofício: a rotina cruel dos trabalhadores de frigoríficos.

Em 2016, o Metrópoles foi escolhido pelos jurados do Prêmio Engenho de Comunicação como o melhor site do Distrito Federal. No ano seguinte, o portal venceu como melhor cobertura da cidade.

A reportagem Avisa quando chegar – O assédio que paralisa as mulheres ficou em segundo lugar na categoria Mídia Digital do Prêmio ANPTrilhos de Jornalismo. Recebeu também o Prêmio Longevidade de Jornalismo Bradesco Seguros, na categoria Mídia Digital, com a reportagem Chegamos à quarta idade. E agora, estamos preparados?.

Em agosto de 2017, o especial Ossos do ofício: a rotina cruel dos trabalhadores de frigoríficos foi vencedor do Prêmio Ministério Público do Trabalho (MPT) de Jornalismo, nas categorias Webjornalismo Nacional e Regional Centro-Oeste. Em 2016, o portal faturou o Prêmio Abracopel de Jornalismo, com a reportagem Distrito Federal registra alta nos acidentes elétricos em 2016.

Sagrou-se ainda vencedor no concurso da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de Jornalismo 2016, na categoria Destaque Regional Centro-Oeste. A reportagem selecionada pelos jurados foi O despertar do Centro-Oeste para a revolução industrial, que debate o desenvolvimento econômico da região. A matéria Feira dos Importados – A Máfia do Comércio de Rua foi finalista na mesma premiação.

Em dezembro de 2015, a reportagem especial Um deserto chamado Distrito Federal foi escolhida como a melhor cobertura na categoria Utilidade Pública para Internet do 2º Prêmio Corpo de Bombeiros de Comunicação. Foram avaliadas 867 matérias de veículos impressos, internet, rádio e tevê.