Igrejas fecham e celebração do Dia de São Jorge no Rio será virtual

Por conta da pandemia, missa presencial está suspensa. Feriado, antecipado para a Semana Santa, também não será válido para esta sexta

atualizado 23/04/2021 10:26

Aline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro – Pelo segundo ano consecutivo, a tradicional festa do Dia de São Jorge, no Rio de Janeiro, comemorado em 23 de abril, está suspensa, evitando a aglomeração dos milhares de devotos do santo guerreiro, como é chamado.

Tanto na Igreja Matriz, em Quintino, zona norte, como na Igreja de São Gonçalo Garcia e São Jorge, na Praça da República, no centro da cidade, as celebrações serão virtuais. O feriado, antecipado para a Semana Santa, também não será válido nesta sexta-feira (23/4).

Nesta quinta-feira (22/4), a presença de público nos templos ainda estava sendo permitida nas missas, mas a frequência estava limitada a 70 pessoas, que precisaram usar máscaras, com higienização com álcool em gel e respeitando o distanciamento.

Além da missa das 9h, houve celebração às 12h e o dia terminou com a missa das 17h, que foi celebrada pelo padre Wagner Toledo, que, nos últimos anos, conduzia a tradicional Alvorada de São Jorge, às 5h, com grande número de fiéis.

“É um momento sofrido. Muitas pessoas chegavam no dia anterior para guardar um lugar na fila e participar da cerimônia”, lembrou o sacerdote em entrevista à Agência Brasil.

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Pelos números da Polícia Militar, houve anos em que mais de 150 mil pessoas passaram pelo templo no Dia de São Jorge para saudar o santo.

“A gente lembra que era de 4 horas o tempo que um fiel permanecia na fila para conseguir entrar na igreja. Seria uma irresponsabilidade muito grande da nossa parte realizar qualquer evento provocando aglomeração dessa maneira desmedida”, completou  padre.

Mesmo com a tristeza de não ter tantos fiéis nas celebrações, o padre mandou um recado para os devotos de que não é momento de abrir a guarda para o coronavírus. “Agora todo mundo é chamado a ser um cavaleiro do bem, porque o grande dragão de hoje é invisível, é o vírus. Então, temos que combater com as armas que a gente dispõe: álcool em gel, distanciamento e não aglomerar”, disse.

Cenário diferente no dia do santo

Nesta sexta, Dia de São Jorge, a situação será diferente. Para evitar aglomerações, as duas igrejas do santo estarão fechadas ao público, mas isso não significa que não haverá missas. Os fiéis poderão acompanhar as celebrações pelas redes sociais das igrejas ou pelo canal católico Rede Vida.

A Alvorada, às 5h, será apenas na Igreja Matriz, em Quintino, mas não é recomendável a presença de fiéis, que poderão acompanhar tudo por meio das transmissões.

Como sempre ocorre, haverá toques do clarinete e do sino e uma queima de fogos, com uma missa na sequência celebrada pelo padre Dirceu Rigo, que vai ler uma carta com uma mensagem do santo.

“São Jorge é quem vai falar aos devotos este ano para não desanimarem com esta pandemia que estamos vivendo, mas lutarem como ele lutou quando descobriram que era cristão”, disse o religioso à Agência Brasil.

Cuidar da vida

Para o padre, mesmo sendo muito triste não poder fazer a festa do padroeiro pelo segundo ano consecutivo, é preciso estar ciente da realidade atual e acima de tudo cuidar da vida. “Quem sabe no ano que vem a gente não possa fazer [a festa] com mais força?”. A programação da Igreja Matriz prevê, ainda, uma missa às 10h, a ser conduzida pelo arcebispo do Rio, cardeal dom Orani Tempesta, e uma de encerramento às 18h.

Como as instalações da Igreja de São Gonçalo Garcia e São Jorge, no centro, são menores, as transmissões das missas do santo guerreiro serão feitas diretamente da Igreja de Santa Rita, também no centro. Lá será permitida a entrada de devotos com o limite de 60 pessoas.

O Corpo de Bombeiros do Rio, que tem São Jorge como padroeiro, vai fazer uma alvorada às 6h, no quartel de Copacabana, na zona sul da cidade. Em seguida, uma imagem do santo seguirá em carro aberto da corporação até o Quartel Central, na Praça da República.

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