Homem afirma que matou avó e neta porque pai da jovem “olhou torto”

O acusado, identificado como Leandro Daniel Hoffmann, foi preso, nessa terça-feira (30/06), após confessar o crime

atualizado 01/07/2020 18:05

A Polícia Civil deu mais detalhes sobre o assassinato de Irene da Fonseca, 67 anos, e de sua neta, Kauana Santos, 16, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (01/07), em Caxias do Sul. As informações são do site Gaúchazh. 

Leandro Daniel Hoffmann, 31, invadiu a casa vizinha com uma carabina de pressão adaptada para o calibre 22. O pai de Kauana não estava na residência, apenas a avó com dois netos. Irene tentou proteger as crianças e foi atingida por um tiro no pescoço.

A jovem tentou socorrer a avó, mas também foi atingida pelos disparos. Ela chegou a tentar fugir da residência, mas foi baleada novamente. O outro neto, um menino de 7 anos, conseguiu fugir.

“Hoffmann disse que ingeriu bastante bebida alcoólica. A versão dele é de que já havia um atrito com o vizinho (pai de Kauana), algo sobre ter “olhado torto”. Por isso, foi tirar satisfações. Mas nunca houve uma desavença entre eles. Tanto que o pai não relatou nada no seu depoimento”, disse o delegado responsável pelo caso, Edinei Márcio Albarello.

O suspeito foi preso nessa terça-feira (30/06) após confessar o crime. Ele relatou que arrastou o corpo da jovem e o escondeu em um riacho de uma propriedade. Em seguida, ateou fogo à casa da família, carbonizando o corpo da avó da vítima.

O corpo de Kauana foi localizado depois da confissão. Durante o depoimento, ele contou que, naquele dia, havia ingerido bebida alcóolica e brigado com a esposa e a expulsado de casa com os filhos do casal.

O delegado regional Paulo Rosa disse que Hoffmann é um sujeito de alta periculosidade. “Tanto que resistiu à prisão, sendo necessário o uso moderado da força pelos policiais. Os relatos das testemunhas são de que ele ficava ainda mais violento quando consumia bebida alcoólica. Tinha surtos”, relatou.

Hoffmann deve ser indiciado por duplo homicídio qualificado, ocultação de cadáver e incêndio criminoso. A Polícia Civil também aguarda a perícia para determinar se o investigado estuprou a adolescente.

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