Governo recua da tentativa de reduzir meta de desmatamento, diz jornal

Ministro do Meio Ambiente passou o dia sendo criticado após plano de redução da meta vir à tona. Ele ainda tentou insistir

atualizado 04/08/2020 22:58

Andre Borges/Esp. Metrópoles

Recebendo muitas críticas após propor mudanças na meta de redução do desmatamento e dos incêndios ilegais, o Ministério do Meio Ambiente recuou, reporta o jornal O Estado de S.Paulo.

A decisão de não mais alterar a meta de reduzir em 90% o desmatamento foi informada pelo Ministério da Economia na noite desta terça-feira, (4/8). Segundo nota da pasta comandada por Paulo Guedes, o Meio Ambiente mantém a meta de reduzir em 90% as ações ilegais em todos os biomas – não só na Amazônia -, mas pede envolvimento de outros ministérios em ações de controle, como a Agricultura, Justiça e Defesa.

“Nesse contexto, a proposta inicial de alteração da meta apresentada pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente) precisou ser ajustada para se adequar aos critérios legais, o que foi feito pelo MMA ao propor uma nova redação para análise do ME (Ministério da Economia)”, informa a Economia.

A pasta não entrou em detalhes nem informou se a nova redação foi apresentada antes ou depois desta terça, e se a pressão foi determinante.

Foi revelado nesta terça que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, queria driblar a meta de redução da devastação ambiental no Brasil, em movimento rejeitado até dentro do governo.

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Após a notícia, o ministro Ricardo Salles havia dito mais cedo que governo mantinha o objetivo de zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030, como determina o Acordo de Paris.

“A meta é de 100%, não é de 90%. Em qual prazo? No prazo contido no compromisso brasileiro, que é 2030. Então, o que nós precisamos fazer? Estabelecer estratégias ano a ano, passo a passo, para atingir o compromisso de desmatamento ilegal zero em 2030”, tentou explicar.

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