Governo precisa pensar em pautas sem ser de costumes, diz Maia

O parlamentar disse que o presidente age pela manutenção de um ambiente político polarizado e é natural que não tenha apoio da maioria

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 02/09/2019 16:36

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira (02/09/2019) que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) precisa pensar em pautas para diminuir o desemprego e a pobreza no país, e dar menos foco a projetos envolvendo valores e costumes.

“O que o governo precisa é pensar em pautas que possam olhar para o desempregado, para o desalentado. Pautas sem ser de costumes e econômicas”, sustentou Maia. Para o deputado, a economia está muito longe do que Bolsonaro prometeu durante a campanha eleitoral.

Questionado sobre a queda na popularidade do mandatário do Planalto, o parlamentar fluminense disse que o presidente atua na manutenção de um ambiente político polarizado e é normal que não tenha apoio de uma maioria da população brasileira.

“É natural que tenha só uma parte da sociedade [o apoiando]. É natural que vá perdendo o apoio. O projeto político brasileiro é polarizado. E fica claro que na linha que o governo vem atuando, vai ficar nitidamente com esse núcleo mais à direita contra um núcleo mais à esquerda, e vai sobrar um campo mais no meio, ao centro, que vai precisar ser ocupado pela política”, sustentou.

Reforma tributária
Rodrigo Maia voltou a pressionar o ministro da Economia, Paulo Guedes, para enviar uma proposta de unificação e simplificação de impostos à Casa. Ele explicou que, mesmo com o objetivo de unificar os projetos — do Senado, da Câmara e, possivelmente, o do governo — em um só, parlamentares precisam se nortear por meio de um texto feito pela equipe econômica.

“Fico feliz que apresentamos a PEC da reforma tributária antes de o governo estar engajado [no tema]. Vamos unificar os Poderes e construir uma reforma tributária que represente os anseios da sociedade”, afirmou Maia, que garantiu avançar na tematização da proposta ainda neste ano. “Vamos avaliar todas as reformas, independentemente de qual será. O importante é que o governo tenha uma proposta. A gente precisa que envie”, reforçou.

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