Goianas presas na Alemanha após malas trocadas cobram indenização à Gol. Veja o vídeo
Segundo a goiana Kátyna Baia, a Gol está omissa no caso, já que uma funcionária da empresa confessou ter recebido as malas com drogas
atualizado
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Goiânia – A goiana Kátyna Baia, que ficou 38 dias presa na Alemanha, de forma injusta, em 2023, sob acusação de tráfico internacional de drogas, cobra uma indenização da empresa Gol Linhas Aéreas. Segundo ela, a companhia tem sido omissa e a indenização “é o mínimo diante de uma violação tão extrema“.
Veja o vídeo:
De acordo com Kátyna, uma funcionária da Gol Linhas Aéreas recebeu duas malas contendo cocaína e deu início à cadeia de atos que culminaram na prisão injusta na Alemanha por 38 dias. A companheira de Kátyna, Jeanne Paolini, também foi detida à época.
Relembre o caso
- As goiana Kátyna Baia e Jeanne Paolini foram presas na Alemanha depois de terem as malas trocadas por bagagens com drogas. Elas ficaram detidas por 38 dias, em 2023.
- Elas foram libertadas em 11 de abril daquele ano, depois de o Ministério Público alemão considerá-las inocentes.
- Uma investigação da Polícia Federal mostrou que Jeanne Cristina e Kátyna tiveram as malas trocadas por criminosos em uma área restrita do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e não sabiam de nada sobre as drogas.
- A Polícia Federal prendeu oito pessoas suspeitas de integrar a quadrilha responsável pelo esquema de troca de etiquetas de bagagens, financiado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).
Responsabilidade da empresa
Em publicação nas redes sociais, Kátyna afirmou que “quando uma empresa como permite que um ato dessa magnitude aconteça dentro da sua própria estrutura, ela responde pelos danos causados, independentemente de dolo ou culpa. […] Esse tipo de cr1me ainda acontece nos aeroportos brasileiros e pode atingir qualquer passageiro. Hoje foi conosco, mas amanhã pode ser com qualquer um de vocês. Por isso, é essencial que a sociedade reconheça as fragilidades do sistema aéreo e cobre, de forma firme, que a GOL assuma sua responsabilidade”.
Segundo ela, a funcionária que realizou a troca das etiquetas nas bagagens confessou o crime e foi condenada, no entanto, a empresa não foi punida por isso. “Sem punição, eles vão continuar sendo omissos e tratando todos nós com descaso”, disse.
Ainda de acordo com ela, “Justiça não é apenas reconhecer o erro. É reparar, de forma proporcional, tudo aquilo que foi destruído”.
Na postagem, Kátyna pede ajuda para que o conteúdo seja compartilhado e afirma que o caso não pode ser ignorado.
Procurada pelo Metrópoles, a Gol informou que não comentará o caso.
