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GO: vazamento de óleo pode ter gerado mau cheiro e contaminado córrego

Vazamento de óleo que provocou mau cheiro nas cidades de Goiânia e Aparecida pode ter causado danos ambientais; produto é tóxico

atualizado

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Reprodução/ Defesa Civil
Fiscais, bombeiros e funcionários vistoriam parte de explosão de usina de asfalto em Aparecida de Goiânia (GO) - Metrópoles
1 de 1 Fiscais, bombeiros e funcionários vistoriam parte de explosão de usina de asfalto em Aparecida de Goiânia (GO) - Metrópoles - Foto: Reprodução/ Defesa Civil

Goiânia – Após a ocorrência de mau cheiro na capital goiana e em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana, em decorrência do superaquecimento de um equipamento que acabou ocasionando o vazamento de óleo utilizado na fabricação da massa asfáltica, autoridades investigam possíveis danos ambientais, incluindo a contaminação do Córrego Santo Antônio, a cerca de 1 km do local da Pedreira Araguaia, no Setor Santa Luzia, onde houve o incidente.

O caso aconteceu na madrugada desta quinta-feira (10/11), em Aparecida de Goiânia. Em entrevista coletiva, o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do município, Claudio Everson, afirmou que os órgãos ambientais vão analisar os impactos causados, mas acredita que o ambiental foi significativo, já que o óleo chegou à água.

“Não dá para mensurar o tamanho desse impacto. Pela quantidade de óleo que escorreu pelo corpo hídrico, dentro do lençol freático e dentro do próprio solo aqui, nós entendemos que foi um impacto muito grande. Estamos falando de um manancial de suma importância não só para Aparecida. Ele desagua no Meia Ponte, que é o abastecedor da região metropolitana de Goiânia”, relata o secretário.

O óleo foi identificado como o lubrificante T-30. De acordo com o secretário, o produto, que se assemelha a óleo diesel, é tóxico e pode causar mortes de animais que bebem a água do leito do rio, principalmente os peixes. Ele é usado em alta temperatura para fazer funcionar as caldeiras que esquentam massa asfáltica, em usinas.

Ainda de acordo com o secretário, fiscais vão elaborar um laudo técnico para avaliar os danos ambientais causados e instaurar as medidas administrativas.

Sem licença

De acordo com a Semma, a equipe de fiscalização detectou que dentro da pedreira funcionava uma usina de asfalto sem o devido licenciamento para operação das atividades. Por isso, a empresa foi notificada, autuada e interditada. No entanto, ela deve responder pelos danos causados.

Participaram da ação a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Aparecida (Semma), com apoio da Defesa Civil, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Polícia Civil (Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente) e do Corpo de Bombeiros.

Sem hospitalizados

Segundo a prefeitura de Goiânia, foram mobilizadas equipes da Agência de Meio Ambiente e da Defesa Civil para levantar informações sobre a possível causa.

Não houve registro de atendimento de moradores em unidade de saúde por conta do odor, de acordo com a prefeitura.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) informou que o problema foi isolado no entorno da Pedreira Araugia, em Aparecida.

De acordo com a pasta, foram realizadas medições do ar durante a manhã e não foi constatado nenhum odor ou gás no ar da capital. A situação continua a ser monitorada pela Amma e Defesa Civil.

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