Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

GO: pit-bull é sacrificado por PMs após invadir casas e atacar animais

Segundo a PM, moradores da região já registraram outros ataques do cachorro. Dono do animal não foi identificado

25/01/2024 09:33, atualizado 25/01/2024 09:38
Reprodução/PM
imagem colorida pit bull sacrificado apos atacar animais goias

Goiânia – Um cachorro da raça pit-bull foi sacrificado por policiais militares, no município de São Simão, no sudoeste goiano, após invadir casas e atacar outros animais na cidade. Segundo a corporação, a PM recebeu ao menos cinco ligações de moradores que tiveram os animais feridos pelo cão.

O caso aconteceu nessa quarta-feira (24/1). Uma câmera de segurança chegou a registrar quando o pit-bull ataca um outro cachorro no meio da rua. O dono do animal não foi identificado.

GO: pit-bull é sacrificado por PMs após invadir casas e atacar animais - destaque galeria
2 imagens
Animal foi registrado antes de ser sacrificado por PMs
Câmeras de segurança registraram ataque do cachorro a outro animal
1 de 2

Câmeras de segurança registraram ataque do cachorro a outro animal

Reprodução/TV Anhanguera
Animal foi registrado antes de ser sacrificado por PMs
2 de 2

Animal foi registrado antes de ser sacrificado por PMs

Reprodução/PM

Cachorro ferido

No dia do ataque, o mecânico Samuel Alves foi quem resgatou o cão machucado. Ele conta que ouviu os gritos do animal, saiu de casa e usou algumas pedras para interromper a briga.

“Quando eu pisei no pescoço dele [pit-bull], eu lembrei que se fizesse uma alavanca na boca dele, ele soltava. Eu fui fazendo a alavanca nos dentes dele até que o cachorrinho se soltou”, disse à TV Anhanguera. Apesar dos ferimentos, o cachorro se recupera bem.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Moradores da região já registraram outros animais que ficaram feridos e foram mortos com os ataques do mesmo pit-bull. Como na cidade não tem canil e a equipe do Corpo de Bombeiros mais próximo fica a cerca de 80 km de distância, a Polícia Civil autorizou os PMs a sacrificarem o cachorro.

“Juridicamente falando, estamos legitimados pelo chamado estado de necessidade. Nesse risco de ataque iminente desse animal, há o permissivo legal para o sacrifício. Não é maus-tratos”, disse o delegado Marlon Luz.

O dono do cachorro não foi identificado, mas poderá responder por omissão da guarda. Segundo o investigador, em uma situação de ataque, qualquer pessoa pode se defender do animal.

“Qualquer um da população que tenha colocado em risco a sua integridade física, a sua vida, de seus familiares ou de terceiros, poderia agir da mesma forma com os instrumentos que tivesse à disposição”, completou.