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O presidente Michel Temer (MDB) experimenta a maior impopularidade da sua gestão devido, principalmente, a sua má atuação na área econômica. De acordo com pesquisa do Datafolha, as questões ligadas à corrupção não são o principal ponto para o desgaste de seu mandato. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Em levantamento feito com 2.824 pessoas em 174 municípios, nos dias 6 e 7 de junho, o Instituto Datafolha identificou que 82% da população considera a gestão Temer ruim ou péssima, 14%, regular e 3%, ótima e boa. É o pior desempenho de um presidente desde 1989. Os entrevistados ainda alegam despreparo e incompetência (5%) ou ainda o fato dele “não ter feito nada pelos pobres” (7%). A não aprovação de modo geral ficou com 21% da pesquisa.

No Rio de Janeiro, uma mulher de 58 anos disse: “Para pessoas de baixa renda, está tudo péssimo. Eles [governo] não ajudam as pessoas que mais necessitam. O salário mínimo não acompanha o aumento dos produtos”, protestou.

 

Comparativamente, frente aos 82% de Temer, o governo Dilma Rousseff (PT) considerado ruim e péssimo por 28% em junho de 2014, foi suficiente para a então presidenta ser vaiada na Copa do Mundo, realizada no Brasil.

Michel Temer frustrou expectativas, pois afirmou que daria maior importância para a economia, em meados de 2016 durante o processo de impeachment de Dilma.

Após a publicação da pesquisa Datafolha mostrando os baixos índices de popularidade de Temer, o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública) afirmou, na segunda-feira (11), que “vazamentos representam um assassinato civil e político do presidente”.
Para Carlos Marun (Secretaria de Governo), uma “conspiração asquerosa impede que a população associe à figura do presidente avanços altamente significativos”. Denunciado duas vezes pela Procuradoria-Geral da República durante o mandato, o emedebista é investigado por supostos recebimentos de propina e outras ilegalidades, as quais ele nega.
A saúde pública, tema de grande relevância para a população, teve 11% de reprovação. Para as mulheres, o problema é mais grave (14%) do que para os homens (8%).

 

 

 

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