Galípolo recebe encarregado dos EUA em meio a sanções da Magnitsky

Nessa quarta-feira (26/11), o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, se encontrou com o encarregado de negócios dos EUA

atualizado

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo
1 de 1 O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo - Foto: Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, se encontrou com o encarregado de negócios e embaixador interino dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, nessa quarta-feira (26/11).

Segundo a autoridade monetária, a reunião aconteceu para tratar de “assuntos institucionais”.

Participaram, do lado da embaixada,  o assessor econômico, Norman Galimba, e o representante do Tesouro americano, Adam Goldsmith. Do lado do BC, além de Galípolo, participaram o diretor de Regulação, Gilneu Vivan e a diretora de Cidadania, Izabela Moreira Correa.

O encontro acontece em meio as sanções da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras, como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou a lei contra o ministro do SFT Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, sob justificativa que as atitudes de Moraes agiam contra a democracia.

Nos EUA, a lei é utilizada para aplicar medidas contra agentes que reprimem denúncias de corrupção, acabam com liberdades fundamentais e atuam contra eleições democráticas.

No Brasil, a lei foi aplicada pouco tempo após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Suprema Corte brasileira.

Negociações sobre tarifaço

No mesmo período em que sancionou a Magnitsky, Trump impôs tarifas de 50% contra o Brasil, justificando, inicialmente, que os EUA eram deficitários na Balança Comercial. No entanto, um tempo depois, Trump admitiu que as tarifas tinham origem política e não econômica, tendo origem no julgamento de Bolsonaro.

Apesar das dificuldades que o governo brasileiro encontrou para encontrar diálogo com os EUA, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com Trump para debater as alíquotas.

O encontro ascendeu a leitura de que o cenário de interação entre os presidentes se tornou favorável para o fim da sanção sobre o ministro do STF.

Apesar disso, até o momento, não houve nenhum anúncio sobre o caso.

Impasses com o STF 

O ministro do STF Flávio Dino afirmou em uma sentença que decisões internacionais não podem ter validade no Brasil sem que exista acordo entre os países e que a medida seja validada em território nacional. A decisão é uma tentativa de livrar Moraes das sanções de Trump.

A medida de Dino colocou bancos e operadoras de cartão em um impasse, já que não podem descumprir uma ordem da justiça americana e nem da justiça brasileira para continuarem operando nos dois países.

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