Funileiro é morto e enterrado por colegas de trabalho no MS

Admilson tinha o costume de deixar a carteira à mostra em sua oficina e ia fazer B.O. para descobrir quem tinha roubado seu cartão

Admilson de bonéReprodução/Facebook

atualizado 17/04/2020 17:13

A Polícia Civil de Campo Grande (MS) investiga a morte de um funileiro, que estava desaparecido desde 1º de abril e teve o corpo encontrado nessa quinta-feira (16/04). Admilson Estácio, 44 anos, foi morto e enterrado às margens do córrego Ângico, a 33 km de Campo Grande (MS). Dois funcionários dele confessaram o crime, segundo os investigadores.

Os suspeitos têm 24 e 34 anos, sendo que o mais velho é primo da ex-namorada da vítima. Admilson, que confiava cegamente nos dois, tinha o costume de deixar a carteira à mostra em sua oficina. Certa vez, os funcionários teriam pego dinheiro do patrão para fazer compras e realizar saques, em um deles, o valor chegou a R$ 1,6 mil, de acordo com a polícia do MS.

A investigação mostrou que Admilson teria dito aos suspeitos, durante um almoço, que faria um boletim de ocorrência para descobrir quem estaria usando seu cartão. Foi quando a dupla decidiu dar fim a vida da vítima. O funileiro foi atingido na cabeça com uma barra de ferro, mas não morreu imediatamente. Então, o mais rapaz usou um saco para sufocá-lo até que ele parasse de respirar.

Após o assassinato, os dois homens levaram a moto da vítima e a jogaram dentro do córrego ao lado da cidade de Rochedo. Em seguida, voltaram à oficina, colocaram o corpo no porta-malas de um carro de uma terceira pessoa e levado até o mesmo córrego. Lá ele foi enterrado em uma cova rasa.

Carlos Delano, delegado responsável pelo caso, disse que a polícia investiga o terceiro participante no crime e ainda não há confirmação se a ex-namorada de Admilson estaria envolvida no assassinato.

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