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Federação do PSB, PDT e Solidariedade esbarra em disputas estaduais

Discussão pela federação partidária esbarra em disputas em três estados. Nos bastidores, já fala-se na formação de um bloco parlamentar

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Carlos Lupi (PDT) e Carlos Siqueira (PSB), que negociam Federação com o Solidariedade - metropoles
1 de 1 Carlos Lupi (PDT) e Carlos Siqueira (PSB), que negociam Federação com o Solidariedade - metropoles - Foto: Reprodução/Twitter

As conversas para a federação entre PSB, PDT e Solidariedade esbarraram em disputas localizadas em, pelo menos, quatro estados. No caso do partido comandado por Paulinho da Força, há um temor de a legenda ser “engolida” pelas demais e perder espaços na eleição de 2024. Caso a aliança seja concretizada nesse formato, os partidos atuarão como um só nas eleições municipais, mas ainda não há acordo sobre o critério de escolha para quem vai indicar os candidatos à prefeito ou como se dará a formação de chapas para vereadores.

A ideia da federação seria, neste momento, arregimentar forças no Congresso. Isso acontece porque as três legendas encolheram na Câmara dos Deputados nesta legislatura. O PSB ficou com menos nove cadeiras, o PDT ficou com dois parlamentares a menos que contava no final da legislatura anterior, enquanto o Solidariedade perdeu quase metade dos assentos, em comparação com o tamanho da sua bancada em outubro de 2022.

Caso se concretize, a federação formada pelos três partidos contaria com 34 deputados federais e sete senadores. O Metrópoles apurou com lideranças dos partidos que, para a aliança se concretizar, é preciso desatar nós principalmente em São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro, onde os planos para 2024 colocam as legendas em rota de colisão.

O Rio de Janeiro é o estado de Carlos Lupi, presidente nacional do PDT e atual ministro da Previdência Social. Recentemente, os pedetistas garantiram uma secretaria na gestão do atual prefeito da capital carioca, Eduardo Paes (PSD). É nesse estado, porém, onde o PSB tentou avançar com mais veemência nas eleições de 2022, quando lançou uma chapa com dois candidatos majoritários: Marcelo Freixo para o Governo e Alessandro Molon para o Senado. Não deu certo e ambos ficaram em segundo lugar. De acordo com aliados, porém, eles se cacifaram para as eleições municipais.

Já em São Paulo, a disputa de 2024 também dá dor de cabeça ao PSB e PDT. Sabe-se que está nos planos de Tabata Amaral (PSB) concorrer à prefeitura da capital, mas a deputada não dispõe do apoio de Lupi. O pedetista quer lançar candidato próprio e já ventila o nome do apresentador televisivo José Luiz Datena, que se filiou ao partido nesta semana. Os socialistas já argumentam que o comunicador, na última eleição, desistiu na véspera, quando esperava-se candidatura ao Senado pelo PSC.

Lula, Janja e Tabata Amaral

Em Pernambuco, estado natal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o imbróglio é com o Solidariedade. Lá, João Campos (PSB) governa o Recife e tentará a reeleição, com provável apoio dos petistas, que ganharam secretarias na gestão municipal neste ano. Em 2022, o partido comandado por Paulinho da Força lançou a candidatura de Marília Arraes (Solidariedade) ao governo do estado, que assumiu o protagonismo na esquerda e deixou os peessebistas fora do 2º turno.

Marília perdeu para Raquel Lyra (PSDB) no segundo turno, numa eleição que encerrou 16 anos de gestão do PSB no estado. Arraes, que preside o Solidariedade no Estado, diz a aliados que não será engolida pelo PSB, partido que deixou em 2016 quando foi impedida de se candidatar a vereadora e barrou sua candidatura ao Senado no ano passado. A ex-deputada aguarda conversas com os ex-colegas de partido, em busca de alinhamento para 2024.

João Campos e Marilia Arraes em Pernambuco

As lideranças partidárias garantiram que haveria conversa entre os rivais pernambucanos para destravar a federação, o que ainda não ocorreu, segundo aliados. Um acordo não parece impossível, visto que João Campos e Marília Arraes voltaram a subir no mesmo palanque em 2022, após conversas envolvendo Lula no segundo turno. As discussões podem envolver a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), autarquia cuja presidência ainda não foi definida. O comando da entidade é disputado por ela e pelo PSB, além do União Brasil e do próprio PT.

De acordo com correligionários, há também entraves em Minas Gerais envolvendo Zé Silva, que é próximo ao governo Zema (Novo) e não estaria entusiasmado com a união. Dessa forma, os imbróglios locais colocam em xeque a formação da federação e os mais céticos afirmam que as conversas já caminham para a formação de um bloco parlamentar na Câmara, como uma espécie de teste para a aliança eleitoral. Isso resolveria a questão de fortalecer uma frente governista no parlamento.

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