Em hospital de Ribeirão Preto, 80% dos sobreviventes da Covid têm sintomas persistentes

Foram acompanhadas 175 pessoas que continuaram com manifestações da doença por quatro meses após o início dos sintomas

atualizado 06/10/2021 14:37

Centro de Terapia Intensiva do Hospital das Clínicas de Ribeirão PretoFoto: Rpeodução/HCFMRP

Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP apontam que 80% dos 175 recuperados da Covid-19, atendidos no Hospital das Clínicas da cidade de Ribeirão Preto, têm sintomas persistentes até quatro meses depois do início da doença.

O resultado foi apresentado no 6th Internacional Conference on Prevention & Infection Control (ICPIC 2021), ocorrido em Genebra, na Suíça.

Segundo a pesquisa, foi observado, por exemplo, que mesmo aqueles com sintomas mais brandos sofreram após a doença. “Mesmo entre os sobreviventes com sintomas leves, 71% tiveram persistência das manifestações por, pelo menos, quatro meses, sendo 73% entre moderados e 93% em casos graves”, afirma a fisioterapeuta Lívia Pimenta Bonifácio, pós-doutoranda na FMRP.

Além disso, os cinco sintomas mais frequentes relatados pelos sobreviventes são fadiga, dispneia ou falta de ar, tosse, dor de cabeça e perda da força muscular.

Os pesquisadores ainda apontam que a qualidade de vida geral dos pacientes também foi afetada após a infecção. Antes da Covid-19, os sobreviventes relataram que 64% era boa e 16%, muito boa, diminuindo para 56% e 12,3% depois da doença.

O grupo de 175 pacientes acompanhados têm média de idade de 53 anos. Entre as três doenças preexistentes mais frequentes estavam a hipertensão, diabete e  obesidade. Além disso, 22% relatam tabagismo prévio, ou seja, que já foram fumantes.

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