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Enviada especial a Curitiba (PR) – A Polícia Federal em Curitiba (PR) ainda negocia com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a sua rendição neste sábado (7/4). Segundo integrantes da corporação, ainda não é certo de que o petista se entregará após a missa celebrada em homenagem à falecida esposa do político, dona Marisa Letícia.

A Polícia Militar da capital paranaense colocou 750 PMs de prontidão para garantir a segurança de Lula e de manifestantes. A previsão é que quando Lula chegar à cidade, venha do aeroporto de helicóptero direto para a Superintendência da PF. A distância entre os dois locais é de 25km

Na porta da PF em Curitiba, a movimentação é pequena. Os militantes desanimaram desde o fim da noite de sexta (6), quando foi anunciado que Lula não viria.

Desde as 17h01 de sexta-feira (6), quando venceu a “oportunidade” dada pelo juiz federal Sérgio Moro ao ex-presidente para se apresentar voluntariamente em Curitiba, berço da Operação Lava Jato, e iniciar cumprimento de pena de 12 anos e um mês no caso do triplex do Guarujá (SP), a Polícia Federal pode cumprir a qualquer momento o decreto de prisão.

Anexado no processo pelo juiz da 13.ª Vara Federal às 17h50 de quinta (5), minutos depois da confirmação da condenação definitiva em segunda instância no caso triplex do Guarujá (SP), pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), a ordem expressa foi: “expeçam-se (…) os mandados de prisão para execução das penas contra José Adelmário Pinheiro Filho, Agenor Franklin Magalhães Medeiros e Luiz Inácio Lula da Silva”.

É com esse mandado que a PF vai prender Lula nas próximas horas – ou dias. A polícia busca que ele se entregue, mas o prazo estipulado terminou ontem (6). O canal de comunicação aberto entre a defesa do ex-presidente e o superintendente da Polícia Federal no Paraná, Maurício Valeixo, por decisão de Moro visava os ajustes para a apresentação voluntária do petista em Curitiba dentro das 24 horas dadas “em atenção à dignidade do cargo que ocupou”.

 

Negociação
Por volta das 18h de sexta, saiu a primeira confirmação de que ele se entregaria, mas queria negociar prazos. O petista pediu para primeiro poder assistir à missa pela ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, marcada para às 9h30, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.

Marisa completaria 68 anos neste sábado (7). Ela morreu em 3 de fevereiro de 2017, vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC) que sofreu no dia 24 de janeiro. Marisa foi casada com Lula por 43 anos e o acompanhou desde o início da trajetória política do sindicalista.

Depois voltou atrás. Foi tratada da possibilidade dele se apresentar na sede da PF em São Paulo. Houve também pedido para que ele se entregasse apenas na segunda (9), também na capital paulista. A polícia quer evitar ir até o Sindicato dos Bancários buscar Lula com hora marcada.

 

Casa
Outra exigência divulgada por apoiadores de Lula seria a de que ele queria garantiras de cumprir pena em São Paulo. A ordem de Moro, no entanto, determina que ela se apresente na PF, em Curitiba, onde há uma sala reservada para ele, separada da carceragem, com status de sala de Estado-Maior.

O problema é que a PF, que está conversado com os emissários, não tem poderes para negociar o cumprimento da pena. Tem apenas que executar a prisão. E não há negociação com a Justiça Federal Nem mesmo Moro pode tratar do assunto. (Com informações da Agência Estado)

 

 

 

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