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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante ato em sua defesa no Rio de Janeiro, realizado na noite desta segunda-feira (2/4), que o próximo governo terá de adotar uma política econômica oposta à atual. “Quem ganhar a eleição vai precisar mudar a PEC do Gasto e fazer a PEC do Investimento”, disse o petista.

No discurso, Lula defendeu incentivos à indústria nacional, especialmente a Petrobras como defensora dos interesses da nação. “Não sou um cara que vê conspiração em tudo, mas o que está acontecendo no Brasil tem o dedo das multinacionais de petróleo”, afirmou.

O ex-presidente criticou ainda a reforma trabalhista e pediu aos aliados para se manterem mobilizados. “Lembrem da campanha das diretas. A gente colocou muita gente na rua e não levou. O mais importante é manter o ânimo”, disse.

Não vão me calar!
Durante o ato, Lula também declarou que sua atuação política continuará por meio de seus apoiadores, sob quaisquer circunstâncias. “Se eles não me deixarem falar, falarei pela boca de vocês. Andarei com as pernas de vocês. Se meu coração parar de bater, baterá pelo coração de vocês”, destacou.

O ex-presidente petista também fez elogios aos presidenciáveis Manuela D’Ávila (PCdoB), presente na manifestação, e Guilherme Boulos (PSOL). “Isso aqui (a esquerda) não é uma seita, onde todo mundo tem que pensar igual. Ter Manuela e Boulos como candidatos é um luxo”, concluiu.

O ato realizado nesta segunda-feira (2/4), em um lotado Circo Voador, espaço com capacidade para 5 mil pessoas, é em defesa de Lula. Condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triples do Guarujá (SP), ele poderá ser preso a partir desta quarta-feira (4/4), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) irá deliberar sobre seu pedido de habeas corpus preventivo a fim de evitar o encarceramento.