TRE-MG cassa bancada do Avante, incluindo Janones, por fraude em 2018

Tribunal Regional Eleitoral cassou chapa proporcional do Avante em MG apontando fraude à cota de candidaturas femininas. Cabe recurso ao TSE

atualizado 02/08/2022 20:20

André JanonesVinícius Loures/Câmara dos Deputados

Em julgamento na tarde desta terça-feira (2/8), o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) acatou denúncia do Ministério Público e cassou as candidaturas do Avante à Câmara dos Deputados em 2018. Com a decisão, os candidatos eleitos pelo partido no estado perdem seus mandatos e ainda podem ficar inelegíveis.

A sentença, porém, pode ser questionada pelo partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tem a palavra final.

O Ministério Público Eleitoral de Minas denunciou o Avante por fraude à cota de candidaturas femininas. De acordo com a denúncia, o partido registrou, em 2018, ao menos 17 candidaturas “fantasmas” para cumprir essa cota.

As candidatas inscritas, segundo o MP, nem fizeram campanha. O processo tramita desde 2018 e terminou agora na Corte Eleitoral estadual.

Impacto

A decisão impacta quatro deputados eleitos pelo Avante-MG, incluindo André Janones, que se lançou candidato à Pesidência da República e está negociando com a campanha do também candidato ao Planalto Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem marcou reunião na próxima quinta (4/8).

Os outros integrantes da bancada do Avante-MG para a Câmara são Fernando Borja, Greyce Elias e Luís Tibé, que é presidente estadual da legenda e já adiantou ao jornal O Tempo que vai recorrer ao TSE por não concordar com a sentença.

Procurado pela reportagem, Janones não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

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