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O ministro Jorge Mussi, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou, neste domingo (28/10), que os produtores no Brasil do show de Roger Waters, ex-integrante da banda Pink Floyd, apresentem suas defesas na ação proposta pela coligação do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL),que pede a inelegibilidade do adversário, Fernando Haddad (PT).

A decisão de Mussi atende à ação que a assessoria do peesselista apresentou ao TSE para que seja aberta uma investigação sobre o suposto abuso de poder econômico com a realização da turnê de Waters, um dos fundadores da banda Pink Floyd.

A equipe jurídica de Bolsonaro aponta que o músico associou episódios recentes de violência registrados no país à candidatura do presidenciável pelo PSL. Na avaliação dos advogados, a iniciativa foi estimulada pelo PT.

No show da abertura da turne, em São Paulo, no último dia 9, Waters estampou no telão o nome do candidato Jair Bolsonaro e o associou ao neonazismo, na companhia de líderes como Vladimir Putin, da Rússia, e Donald Trump, dos Estados Unidos. Depois, projetou a hashtag internacional #Elenão.

Cassação do registro
O objetivo da ação do Bolsonaro é também declarar Haddad e sua candidata a vice, Manuela D’Ávila (PCdoB), inelegíveis por um período de oito anos, com a cassação do registro do petista ou até mesmo do diploma, caso ele seja eleito neste domingo.